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Franz Josef Hinkelammert, crítico do capitalismo

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21 Julho 2023

“Hinkelammert critica uma racionalidade que confere aos poderes institucionalizados a capacidade de disciplinamento das resistências que ela gera e a destruição das relações sociais e de todo o ambiente natural, de caráter inédito na história humana”, escreve David Velasco Yáñez, SJ, pesquisador da Universidade Ibero-Americana, no México, em artigo publicado por La Jornada, 20-07-2023. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

Não é simples fazer uma apresentação sintética de seu fecundo pensamento. Aqui, tentaremos expor algumas de suas principais ideias, ao longo de sua imensa produção acadêmica. Boa parte delas critica conceitos transcendentais, como planificação e equilíbrio perfeitos, o primeiro referente ao socialismo realmente existente e o segundo ao capitalismo. Ao apontar esses conceitos como projeções utópicas e empiricamente irrealizáveis, estabelece uma das referências fundamentais de seu pensamento, ao que é importante acrescentar a ideia de uma teologia profana.

Portanto, a crítica de Hinkelammert ao capitalismo e ao socialismo realmente existente tem a ver com o fato de que se impuseram como verdadeiras religiões, com capacidade de resolver todos os problemas das pessoas. De alguma forma, esses modelos utópicos representam marcos transcendentais de condições de possibilidade do possível, mas são inconsistentes com qualquer efetiva realização social e política.

Para a doutora Estela Fernández Nadal, que trabalhou com Hinkelammert e que é autora do prólogo do livro Franz Josef Hinkelammert: la vida o el capital; antología esencial, o esquecimento de seu caráter transcendental origina uma forma contraditória de se relacionar com o impossível. É importante perceber que é assim que se origina o mito moderno do progresso e um uso acrítico da razão utópica. A utopia não é algo que possamos eliminar, mas faz parte da condição humana.

Um breve relato dos principais conceitos utilizados por Hinkelammert pode nos dar uma ideia de por onde passa a produção e a contribuição do filósofo e economista alemão, que por tantos anos viveu na América Latina. O primeiro e o mais importante é o conceito de mercado, instituição sacralizada sob o princípio imanente do funcionamento perfeito. Um conceito complementar é o de fetichismo, que nosso autor retoma de Marx e aplica ao mercado, que desloca a prioridade da vida como critério primário e elementar de verdade e racionalidade.

Se quiséssemos destacar a principal contribuição teórica de Hinkelammert, seguindo Fernández, diríamos que é o humanismo, como proposta de um universalismo ético e político de caráter material. Por isso, Fernández destaca como lema de sua filosofia que “o assassinato é suicídio”. Ao longo de vários de seus livros, também é reiterada a frase “eu sou, se você é”.

O trabalho de Fernández está estruturado em torno de três eixos fundamentais, que apenas enunciamos. O primeiro intitula-se “crítica ao capitalismo como religião”. Inicia com uma crítica à noção de secularismo proposta por Max Weber e Walter Benjamin. Não se trata de um desencantamento, mas, sim, de um reencantamento. A crítica do mercado como divindade terrestre e, aqui, encontramos uma prévia do que será sua crítica à razão utópica. Nesse primeiro eixo, destaca as raízes econômicas da idolatria, além de uma exposição do que Hinkelammert chama de “metafísica do empresário”, uma expressão da teologia profana.

Um elemento desse primeiro eixo tem a ver com a crítica à religião neoliberal do mercado e ao deslocamento dos direitos humanos, e como o direito à propriedade privada e o livre mercado se arvoram como direitos e negam todos os outros, começando pelo direito à vida.

Um segundo eixo temático desta interessante Antologia essencial analisa a oposição entre razão instrumental e razão reprodutiva, que Hinkelammert coloca como núcleo de sua crítica à modernidade, pois reduz o ser humano à figura do indivíduo proprietário. Nas narrativas dos mitos das origens, Hinkelammert encontra traços que recuperam a dignidade do ser humano.

Hinkelammert critica uma racionalidade que confere aos poderes institucionalizados a capacidade de disciplinamento das resistências que ela gera e a destruição das relações sociais e de todo o ambiente natural, de caráter inédito na história humana.

O terceiro eixo da Antologia essencial se refere ao sujeito. Recupera elementos de sua crítica à razão utópica. Recupera a figura de Prometeu para refletir sobre um mito fundante da modernidade, com base na reflexão de Marx sobre essa figura, para propor uma ética da emancipação com dois aspectos interrelacionados:

a) a existência de uma continuidade entre cristianismo e modernidade;

b) o caráter agonal que resulta na ambiguidade inerente ao conceito de ser humano. Retoma uma antropologia filosófica, que é uma meditação sobre a condição humana.

Assim, podemos entender a dificuldade de se traçar uma trajetória acadêmica de Hinkelammert, por isso optamos pela construção de eixos conceituais que dão uma ideia geral da obra do economista, filósofo e teólogo alemão.

Nota

A obra completa pode ser acessada aqui. 

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