"Trump quer Infantino como secretário-geral da ONU"

Donald Trump e Gianni Infantino | Foto: Daniel Torok/Flickr

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22 Julho 2026

O chefe da Casa Branca acredita ser um nome mais poderoso e capaz do que os candidatos atuais, incluindo o chefe argentino da AIEA, Grossi, e a ex-primeira-ministra chilena, Bachelet.

A reportagem é de Paolo Mastrolilli, jornalista, publicada por La Repubblica, 22-07-2026.

Satisfeito com a Copa do Mundo recém-concluída, o presidente Trump gostaria de nomear Gianni Infantino para o cargo de secretário-geral da ONU, cujo mandato termina no final do ano. A informação foi divulgada pelo New York Post após conversas com pessoas próximas ao líder da Casa Branca, incluindo Paolo Zampolli, que atuou por muitos anos como embaixador nas Nações Unidas. O jornal acrescenta que não está claro se o chefe da FIFA deseja o cargo, que, em todo caso, não depende exclusivamente da vontade dos Estados Unidos.

Trump tem Infantino em alta consideração, tendo-o seduzido ao organizar a Copa do Mundo, inclusive concedendo-lhe o Prêmio da Paz da FIFA como compensação por não ter ganhado o Prêmio Nobel. Ele então o ouviu quando este pediu a revogação da suspensão do atacante americano. O líder da Casa Branca acredita que Infantino é um nome mais influente e capaz do que os atuais candidatos, incluindo o chefe argentino da AIEA, Grossi, e a ex-primeira-ministra chilena, Bachelet.

O problema é que, desta vez, o cargo de secretário-geral caberia à América Latina. Infantino é europeu, assim como o atual líder, Guterres, e seria extremamente incomum um continente ocupar o cargo por dois mandatos consecutivos.

Isso aconteceu com a África entre Ghali e Annan, mas justamente porque os EUA bloquearam a confirmação do egípcio. O chefe da ONU precisa então ser aprovado pelo Conselho de Segurança, onde Trump teria que convencer a China e a Rússia a apoiá-lo.

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