Médicos Sem Fronteiras: ataques no Líbano deixam centenas de civis mortos horas após anúncio de cessar-fogo

Foto: Alexandre Marcou/MSF

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09 Abril 2026

Equipes atendem pacientes com ferimentos causados por estilhaços, amputações e sangramentos intensos.

A informação é publicada pela assessoria do Médicos Sem Fronteiras, 08-04-2026. 

Menos de 10 horas após o anúncio de cessar-fogo regional no Oriente Médio, as forças israelenses lançaram um ataque em larga escala em diversas cidades e vilas no Líbano, incluindo Beirute, Saida e Baalbek. Há relatos de grande fluxo de pacientes em diversos hospitais. De acordo com o Ministério da Saúde Pública, centenas de pessoas foram mortas e feridas.

Pouco depois das 14h (horário local), os ataques indiscriminados em áreas densamente povoadas foram iniciados. “Esses ataques são completamente inaceitáveis. Nossas equipes estão respondendo ao grande fluxo de pacientes feridos, incluindo crianças, no Hospital Público Rafik Hariri, em Beirute”, alerta Christopher Stokes, coordenador de emergência de Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Líbano.

Os pacientes chegam com ferimentos causados por estilhaços e sangramentos intensos. “Um paciente chegou ao hospital sem as duas pernas. A situação é caótica, com a chegada de mais pessoas. As equipes de MSF estão se mobilizando e enviando mais apoio a outros hospitais nas áreas afetadas”, afirma Stokes.

No início da manhã, as equipes de MSF no hospital Jabal Amel, em Sour, no sul do Líbano, responderam a um grande fluxo de pacientes feridos, incluindo uma criança que perdeu seis pessoas da sua família. Uma outra família atendida havia retornado para casa poucas horas antes, acreditando que havia um cessar-fogo em vigor.

Ao mesmo tempo, profissionais de saúde também estão sendo feridos e levados à exaustão. "Na noite passada, o hospital Hiram, também em Sour, para onde MSF fez doações médicas, foi atingido por forças israelenses, ferindo vários profissionais de saúde."

Os ataques contínuos contra civis precisam parar. Unidades de saúde, profissionais e pacientes precisam ser protegidos. O deslocamento forçado repetido de pessoas — um crime de guerra — precisa acabar.

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