Chile: publicado o relatório final sobre abusos sexuais em contextos eclesiásticos. De 1960 a 2023, 568 vítimas e 225 agressores. “Resposta foi tardia e insuficiente”

Foto: Pixabay

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22 Novembro 2023

Na última sexta-feira, na Pontifícia Universidade Católica do Chile, ocorreu a apresentação do texto que marca a conclusão do estudo sobre abusos sexuais em contextos eclesiásticos no Chile, elaborado pelo Centro de Direito e Religião da universidade, encomendado pelo Conselho Nacional sobre Abusos no Episcopado. No evento, diversas autoridades eclesiásticas e civis estiveram presentes, incluindo o grande chanceler, o cardeal Celestino Aós, a subsecretária do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Linda Ghisoni; o núncio apostólico no Chile, monsenhor Alberto Ortega. Também estavam presentes bispos de países latino-americanos que participavam do encontro das Comissões episcopais sobre abusos nas Conferências episcopais do continente.

A informação é publicada por Agenzia Sir, 20-11-2023.

Durante a apresentação, os vários palestrantes destacaram a necessidade de enfrentar o problema, cientes de que se trata de uma resposta tardia e insuficiente, e iniciaram saudando principalmente as vítimas e os sobreviventes. A pesquisa, que aprofunda a síntese apresentada em 2022, estabelece que de 1960 a 2023 houve 568 vítimas/sobreviventes de abusos sexuais em contextos eclesiásticos, cometidos por 225 agressores no país, tanto por parte de sacerdotes diocesanos quanto religiosos. O estudo envolveu um trabalho multidisciplinar que apresenta aspectos quantitativos e qualitativos - dando uma ideia da extensão e das características dos abusos em nível nacional - com base em dados obtidos de sentenças judiciais e arquivos canônicos, fornecidos por todas as dioceses do país e por 17 comunidades religiosas, cobrindo eventos entre 1960 e 2023.

Junto com os dados sobre informações legais de 568 vítimas/sobreviventes e 225 agressores, foram conduzidas entrevistas com 22 sobreviventes, que foram vítimas de abusos sexuais no âmbito eclesiástico, tanto menores quanto adultos. Também foram incluídos depoimentos de 12 profissionais, em sua maioria psicoterapeutas, que acompanharam as vítimas de abuso.

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