Conselho de Segurança da ONU aprova intervenção estrangeira no Haiti

Foto: Isaac Alebe Avoro Lu'uba | ONU

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Outubro 2023

Trabalho será liderado pelo Quênia e quer combater violência das gangues, segundo organização global. 

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 02-10-2023.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizou na segunda-feira (2) uma missão de segurança multinacional de um ano para o Haiti, liderada pelo Quênia com o objetivo de, segundo a organização, combater a violência desenfreada das gangues.

A missão protegerá infraestruturas críticas, como aeroportos, portos, escolas e hospitais, além de realizar operações conjuntas com a polícia haitiana. O Quênia prometeu enviar pelo menos mil efetivos de segurança e espera-se que outras nações ofereçam recursos humanos e materiais.

A decisão, tomada duas semanas após Joe Biden cobrar das Nações Unidas uma providência sobre o Haiti e um dia após o Brasil assumir a presidência do Conselho de Segurança, foi viabilizada por 13 votos a favor e duas abstenções, da Rússia e da China, o que sugere que nenhum dos países endossou a resolução, mas também não a bloqueou — os cinco membros permanentes têm poder de veto e os outros três são Estados Unidos, França e Reino Unido.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, as divergências entre os membros permanentes vinham impedindo o conselho de aprovar resoluções. Diplomatas disseram que as negociações foram tensas com os dois países por várias semanas, com o texto sendo reescrito várias vezes, mas, no final, chegaram a um consenso. No entanto, apesar da aprovação, não está claro quando seria viável iniciar o trabalho no Haiti.

A resolução, elaborada pelos Estados Unidos e pelo Equador, autoriza a chamada Missão de Apoio Multinacional à Segurança a "tomar todas as medidas necessárias", um código para o uso da força. Também foi ampliado o embargo de armas, que agora inclui todas as gangues. Autoridades haitianas afirmam que as armas usadas pelas gangues são, em sua maioria, importadas dos Estados Unidos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, havia dito ao conselho em agosto que um "uso robusto da força" por meio de uma implantação policial multinacional e o uso de recursos militares eram necessários para restaurar a lei e a ordem no Haiti e desarmar as gangues.

O Conselho de Segurança destacou "a necessidade urgente de incentivar uma participação mais ampla e forjar o mais amplo consenso possível no processo político”, a fim de viabilizar a realização de "processos eleitorais transparentes, inclusivos e críveis, bem como eleições livres e justas".

Tropas de paz da ONU foram enviadas ao Haiti em 2004, sob liderança do Brasil, depois que uma rebelião levou à derrubada e ao exílio do então presidente Jean-Bertrand Aristide. A missão deixou o país em 2017 e foi substituída por policiais da ONU, que ficaram até 2019. 

Com informações do The New York Times e Reuters.

Leia mais