Basf é “efetiva empregadora” de trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão em Uruguaiana, RS

Trabalhadores resgatados em trabalho análogo à escravidão em Uruguaiana, RS | Foto: Divulgação - PF

Mais Lidos

  • A Europa é arrastada para operações militares em uma guerra que considera ilegal

    LER MAIS
  • “Muitos homens pensam que perder a dominação sobre as mulheres é uma perda da sua própria masculinidade, o que não é verdade. Um homem pode ser homem, ter seus valores e nem por isso precisa dominar mulheres, crianças ou pessoas de outras etnias”, diz a socióloga

    Feminicídio: “A noção de propriedade é profunda”. Entrevista especial com Eva Alterman Blay

    LER MAIS
  • "Vamos parar antes que seja tarde demais". O discurso de Pedro Sánchez, presidente do governo da Espanha

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Março 2023

Com o encerramento da investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego concluiu que 85 trabalhadores resgatados de situação análoga à escravidão em lavouras de arroz em Uruguaiana foram explorados pela Basf, multinacional de sementes. A empresa deve depositar 365,5 mil reais como verbas rescisórias para os agricultores.

A informação é publicada por Matinal, 20-03-2023.

Os trabalhadores, que atuavam na remoção de arroz vermelho – planta daninha encontrada em lavouras de arroz –, foram resgatados de duas propriedades no último dia 10. De acordo com o MTE, a Basf "detinha absoluto controle e gerenciamento sobre tudo o que acontecia na plantação, incluindo a capacitação e a utilização dos trabalhadores resgatados". Em nota, a empresa afirmou que "recebeu com surpresa a manifestação".

O resgate ocorreu menos de duas semanas depois de revelada a exploração de mais de 200 safristas que trabalhavam em vinícolas da serra gaúcha. Após os episódios, na sexta-feira, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o governo do RS assinaram um acordo de cooperação para combater o trabalho escravo. Segundo afirmou o governador Eduardo Leite (PSDB), o objetivo é reforçar as ações de conscientização para evitar que se repitam casos semelhantes no Estado.

Leia mais