Alemanha. O bispo de Augsburg se abre à bênção dos casais homossexuais

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Vicente Cañas. Manter um processo vivo por trinta anos é uma vitória no país da impunidade. Entrevista com Michael Nolan e Ricardo Pael Ardenghi

    LER MAIS
  • Trump recua horas depois de o Papa Leão XIV ter considerado sua ameaça ao Irã "inaceitável". Artigo de Christopher Hale

    LER MAIS
  • A IA não é nem inteligente, nem artificial. Intenções humanas, extrativismo e o poder por trás das máquinas

    Parasita digital (IA): a pirataria dos saberes que destrói recursos naturais alimentada por grandes data centers. Entrevista especial com Miguel Nicolelis

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Agosto 2021

 

“Nunca rejeito uma bênção às pessoas que vêm até mim e me pedem”. O bispo de Augsburg, Bertram Meier, mostrou-se a favor da bênção de casais homossexuais, ainda que esclarecendo que “a sacramentalidade é outro assunto”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 31-07-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Em uma intervenção na televisão, Meier explicou que “quando o povo diz que quer viver os valores como lealdade e compromisso, então lhes dou a bênção”. Suas palavras foram contestadas pelos setores mais tradicionalistas, que acusaram o bispo de estar “contrário a Roma”.

Meier negou e explicou: “Evito tudo que dê a impressão de que é um matrimônio. Não colocaria a estola e recitaria fórmulas que façam parte de um matrimônio sacramental”. E o bispo acrescentou: “Não devemos nos negar a ninguém que fale bem de Deus”.

No debate posterior sobre a homossexualidade, Clara Steinbrecher, porta-voz do Maria 1.0 (dos católicos conservadores alemães), afirmou que “a homossexualidade é um pecado reconhecido nas Sagradas Escrituras”, pelo que “a Igreja deve se perguntar como se pode ajudar essas pessoas” para “encontrar a verdade, o real, o correto”.

Por outro lado, Kai Christian Moritz, um dos porta-vozes do Conselho Assessor dos Bispos Afetados da Conferência Episcopal Alemã, denunciou as palavras de Steinbrecher, lamentando que se fale da homossexualidade como “doença”. “É um incêndio espiritual”.

 

Confira as palestras do ciclo promovido pelo IHU "A Igreja e a União de pessoas do mesmo sexo. O Responsum em debate"

 

 

Leia mais