''Tempo da Criação'': um convite dos representantes das Igrejas

Foto: L’Osservatore Romano

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Junho 2018

É cada vez mais urgente que o testemunho da fé cristã também se traduza em ações corajosas para proteger e defender a natureza da exploração descontrolada e das consequências nefastas das mudanças climáticas. É o que reafirmam nove líderes e representantes de diversas tradições cristãs em uma carta divulgada em vista do “Tempo da Criação”, uma iniciativa anual programada para os dias 1º de setembro a 4 de outubro próximos.

A reportagem é de L’Osservatore Romano, 27-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O primeiro signatário é o arcebispo Jó de Telmessos, representante do Patriarcado de Constantinopla junto ao Conselho Mundial de Igrejas (World Council of Churches – WCC/CMI). O próprio Patriarca Ecumênico Bartolomeu está há muito tempo comprometido com a defesa da criação, a ponto de merecer, por parte da mídia, como se sabe, o apelido de “Patriarca Verde”.

Ao apresentar a iniciativa, os signatários convidam os fiéis de todo o mundo a participarem ativamente, com gestos e ações conscientes. “Com o agravamento da crise ambiental, nós, cristãos, somos chamados com urgência a testemunhar a nossa fé, pondo em prática obras para preservar o dom que compartilhamos”, afirma o documento divulgado pelo site do CMI.

Trata-se da primeira declaração conjunta de apoio ao “Tempo da Criação”, assinada pelos representantes de todas as principais confissões cristãs, “sinal – afirma o site Riforma.it – de que o tema ambiental já é expressão essencial da vida de fé”.

Daí o convite a se unir no “sincero desejo de proteger a criação e todos aqueles que a compartilham”, e a “caminhar juntos”, como irmãos na fé, para fazer gestos de responsabilidade ambiental.

A iniciativa, como mencionado, terá início no dia 1º de setembro, dia de oração dedicado à criação pelo Patriarca Ecumênico Dimitrios em 1989. Nos anos seguintes, a iniciativa superou o panorama ortodoxo, e muitas Igrejas cristãs começaram a celebrar esse tempo, estendendo-o até o dia 4 de outubro, dia em que a Igreja Católica recorda São Francisco de Assis.

Em 2015, o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, em concomitância justamente com o dia análogo da Igreja Ortodoxa.

Entre os outros signatários do documento, estão o primaz da Comunhão Anglicana, Justin Welby, o secretário-geral do CMI, Olav Fykse Tveit, o secretário-geral da Federação Luterana Mundial, Martin Junge, o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Leia mais