Soldados israelenses disparam e abalroam os navios da flotilha para pôr fim a esta missão

Foto: Jehan Alfarra | Middle East Monitor

Mais Lidos

  • A virada do Papa Leão. Artigo de Massimo Giannini

    LER MAIS
  • OMS alerta que a humanidade está à beira de uma pandemia ainda mais devastadora: "O mundo não está mais seguro"

    LER MAIS
  • "A adesão ao conservadorismo político é coerente com uma cosmologia inteira que o projeto progressista rechaça". Entrevista especial com Helena Vieira

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

20 Mai 2026

Após quase 35 horas de assédio no mar, a missão de solidariedade palestina foi ilegalmente interrompida pelas Forças Armadas de Israel. A TRT World informa que 87 dos detidos iniciaram uma greve de fome.

A reportagem é publicada por El Salto, 20-05-2026.

No final da tarde de 19 de maio, a Marinha israelense atacou as últimas embarcações da Flotilha Global Sumud que navegavam em direção a Gaza. De acordo com relatos dos canais de comunicação da Flotilha, soldados israelenses dispararam contra vários navios, e uma embarcação foi abalroada. Tratava-se do Sirius, que conseguiu chegar a 80 milhas náuticas da costa de Gaza antes de ser interceptado violentamente por uma embarcação israelense A833D, conforme registrado em vídeo.

“428 civis desarmados de mais de 40 países foram sequestrados ilegalmente por um dos exércitos mais fortemente armados do mundo”, afirmaram os membros deste movimento de direitos humanos em seu comunicado à imprensa.

Isso configura uma detenção ilegal e um sequestro dos ativistas, visto que Israel os interceptou em águas internacionais, fora de sua jurisdição. Segundo a organização, os 428 detidos não tiveram acesso a assistência jurídica, tiveram o auxílio consular negado e suas famílias não foram informadas sobre seu paradeiro. Estima-se que 40 deles possuam passaportes espanhóis.

Os precedentes indicam que eles serão mantidos em instalações militares em Ashdod e poderão ser submetidos a tortura e maus-tratos, como relataram alguns participantes de missões anteriores. Segundo a TRT World, canal público de notícias turco, 87 dos ativistas iniciaram uma greve de fome em protesto contra a detenção e em solidariedade aos palestinos presos em cadeias palestinas.

 

A equipe da Flotilha Global Sumud declarou que equipes jurídicas estão reunindo provas contra comandantes, agentes e atores políticos envolvidos nas ações brutais de Israel contra a Flotilha em múltiplas jurisdições: “A impunidade não é uma condição permanente; ela é possibilitada e imposta por estruturas de poder colonial que devem ser desmanteladas.”

Leia mais