20 Mai 2026
Três brasileiras que integravam a Flotilha Global Sumud (GSF) foram detidas e transportadas por forças israelenses nesta segunda-feira (18). Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), estavam em alto-mar e agora são levadas à Palestina ocupada.
A reportagem é de Letycia Treitero Kawada, publicada por Agência Brasil, 19-05-2026.
Assim como ocorreu em missões anteriores de ajuda à população que vive em Gaza, os navios foram interceptados em águas internacionais, área fora do domínio de Israel. De acordo com o movimento, 9 mil pessoas já foram presas injustamente, o que configura um quadro “de terror”, caracterizado pela violência de Estado.
Em nota, a GSF destacou a gravidade da situação. “Diante dos depoimentos sobre o sequestro ilegal de participantes da GSF em águas internacionais, ocorrido em 29 de abril, que detalham padrões de tortura, abuso físico grave e violência sexual invasiva perpetrados pelas forças de ocupação israelenses, temos sérias e imediatas preocupações com a segurança física e o bem-estar de todos os detidos ilegalmente”, escreveu.
Direito internacional
Nesta segunda-feira (18), o Itamaraty publicou mensagem conjunta com os governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia, classificando como “catastrófico” o sofrimento de que padecem os palestinos e de “arbitrária” a detenção dos ativistas.
Os representantes dos nove países reclamaram sua liberação e reiteraram quão fundamental é a obediência a termos convencionados mundialmente, por meio do direito internacional e internacional humanitário.
Os ministros ressaltam, ainda, que os repetidos ataques contra iniciativas humanitárias pacíficas refletem continuado desrespeito ao direito internacional e à liberdade de navegação.
“Conclamam a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades legais e morais, garantir a proteção de civis e de missões humanitárias e adotar medidas concretas para pôr fim à impunidade e assegurar responsabilização por essas violações.”
Irlanda
Também foi detida ilegalmente Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly. A transferência forçada está sendo repercutida por parte da imprensa internacional.
O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda disse que iria, juntamente com a Embaixada do país em Israel, se envolver no caso, exigindo a soltura imediata, bem como assegurar suporte aos cidadãos irlandeses implicados.
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