19 Mai 2026
O exército israelense sequestrou 320 civis de uma flotilha que tentava entregar ajuda humanitária a Gaza. Uma dúzia de barcos conseguiu escapar do bloqueio.
A informação é publicada por El Salto, 19-05-2026.
O avistamento de embarcações israelenses a 250 milhas náuticas de Gaza na manhã de segunda-feira transformou-se em uma operação de sequestro em águas internacionais às 18h, resultando em 320 pessoas feitas reféns e 40 barcos interceptados.
Em um comunicado à imprensa divulgado na tarde de segunda-feira, a Flotilha Global Sumud informou que mais de 20 pequenas embarcações conseguiram burlar o bloqueio e continuavam avançando entre os navios de guerra “para romper o bloqueio e denunciar os crimes de Israel contra a humanidade”. Na manhã de 19 de maio, fontes próximas à flotilha reduziram o número total de embarcações ainda em movimento para 11. Essa informação foi confirmada pela transmissão ao vivo da expedição.
Segundo os organizadores da flotilha, a estratégia de Israel "falhou" e não conseguiu intimidar os ativistas que tentavam chegar às costas de Gaza com ajuda humanitária: "Todas as tentativas de aterrorizar esta missão para que se rendesse só serviram para fortalecer a determinação dos que estavam a bordo e o seu compromisso com a libertação da Palestina."
Para cada navio abordado, sabotado ou rebocado, continuam eles, “outros conseguiram passar pelo perímetro, aproveitando-se de seu grande número, treinamento estratégico e compromisso inabalável” em estabelecer e manter um corredor humanitário e afirmar a soberania palestina.
10 of our humanitarian boats have escaped 22 hours of israeli attacks in international waters and remain steadfast, headed towards Gaza. The boats are currently just 121 nautical miles from Gaza’s shores.
— Global Sumud Flotilla (@gbsumudflotilla) May 19, 2026
As our boats approach a besieged and bombarded Gaza, they carry forth the… pic.twitter.com/XUCzxLGq1a
O feito dos barcos que conseguiram atravessar o bloqueio militar israelense constitui "uma repreensão histórica a um bloqueio ilegal" que, durante décadas, usou "total impunidade para abusar, ocupar e cometer genocídio e limpeza étnica" contra o povo palestino.
O maciço destacamento militar contra cerca de 50 barcos e pequenas embarcações demonstra o "desespero estratégico" de Tel Aviv: "Este uso desproporcional da força revela um profundo temor da sociedade civil independente e do Estado de Direito, incluindo o direito marítimo e humanitário."
We are outraged by the normalization of these violations of international law and the kidnapping of peaceful civilians in international waters.
— Thiago Ávila (@thiagoavilabr) May 19, 2026
We demand the immediate release of our participants, the safe passage of our entire fleet, and an end to the illegal siege of Gaza. pic.twitter.com/TNnXdJnzuf
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