Segundo o Financial Times, um corretor do chefe do Pentágono tentou investir em um fundo de defesa antes da guerra com o Irã

Foto: U.S Secretary of War/Flickr CC

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31 Março 2026

Um intermediário do secretário americano de Defesa, Pete Hegseth, tentou investir em grandes empresas de defesa nas semanas que antecederam a guerra com o Irã, revelou o Financial Times.

A informação é publicada por El Diario, 31-03-2026.

O jornal britânico cita três fontes conhecidas que indicam que um corretor da bolsa ligado ao chefe do Pentágono tentou fazer um investimento multimilionário em um fundo destinado a investir em empresas que fabricam armas, aeronaves e sistemas de defesa.

Apenas alguns dias antes de os Estados Unidos lançarem uma ação militar contra Teerã, a consulta foi registrada internamente no fundo BlackRock, que busca "oportunidades de crescimento investindo em empresas que podem se beneficiar do aumento dos gastos públicos com defesa e segurança em um contexto de fragmentação geopolítica e competição econômica".

Hegseth, que trabalhou na emissora conservadora Fox News antes de assumir o cargo, é um dos principais arquitetos da guerra contra o Irã e também tem sido um dos mais fervorosos defensores do ataque dentro do governo Trump. Durante seus discursos, ele frequentemente se vangloriou do poderio militar dos Estados Unidos.

O Pentágono nega a informação

O Pentágono negou na segunda-feira que Hegseth tenha tentado investir em grandes empresas de defesa. O porta-voz Sean Parnell classificou a reportagem do Financial Times como "falsa e inventada".

“Esta é mais uma calúnia infundada e desonesta, criada para enganar o público. Exigimos uma retratação imediata”, acrescentou Parnell em sua conta oficial do X.

O caso gerou um debate sobre transparência e potenciais conflitos de interesse para funcionários com acesso a informações de defesa. Transações financeiras em setores estratégicos são frequentemente alvo de escrutínio da mídia.

Na segunda-feira, Donald Trump ameaçou destruir em larga escala os recursos energéticos do Irã e outras infraestruturas vitais, incluindo usinas de dessalinização, caso um acordo para pôr fim à guerra, que já dura cinco semanas, não seja alcançado "em breve".

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