A guerra de Israel contra o Irã força o primeiro fechamento do Santo Sepulcro em 900 anos

Foto: Diego Delso | Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • O sequestro do Santíssimo Sacramento. Artigo de Guillermo Jesús Kowalski

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: "Orai e vigiai": a Igreja Católica e a ação da extrema-direita. Artigo de Maurício Abdalla

    LER MAIS
  • O pesquisador e autor do livro Plantas Sapiens nos desafia a pensar com empatia para expandir nossas formas de compreender e perceber o mundo

    O despertar de uma consciência humana que surge da experiência vegetal. Entrevista especial com Paco Calvo

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

26 Março 2026

"Não é possível fazer previsões sobre as celebrações da Semana Santa", declarou a Custódia da Terra Santa, insistindo que "o acesso à Basílica está restrito aos fiéis por razões de segurança", mas que "a oração continua incessantemente nos Lugares Santos".

A informação é de Jesus Bastante, publicada por Religión Digital, 23-03-2026.

Desde 1187, o Santo Sepulcro em Jerusalém permanece aberto aos fiéis de todo o mundo, que fazem peregrinações ao local mais importante da fé cristã. Nem guerras, nem invasões, nem a Covid conseguiram fechar as portas que, desde tempos imemoriais, são abertas e fechadas por duas famílias muçulmanas de Jerusalém. Até agora.

A série de ataques coordenados de Israel e dos EUA contra o Irã, e a resposta do regime do Aiatolá e do Hezbollah, que resultou em fragmentos de projéteis atingindo locais muito próximos aos Lugares Sagrados, levou ao fechamento da Igreja do Santo Sepulcro para peregrinos. Este templo é administrado por seis igrejas cristãs: Católica, Ortodoxa Grega, Ortodoxa Armênia, Ortodoxa Copta (ou Egípcia), Ortodoxa Síria e Ortodoxa Etíope. É também a sede do Patriarca Ortodoxo de Jerusalém e a catedral do Patriarcado Latino de Jerusalém.

Na semana passada, Israel ordenou o fechamento do templo, bem no meio da Quaresma e na véspera da Semana Santa, período em que, tradicionalmente, Jerusalém se torna o centro da História, com celebrações como a Via Sacra ao longo da Via Dolorosa, o caminho que relembra a paixão de Jesus até sua crucificação, no que se acredita ser o cenário real desses eventos.

Neste momento, a Custódia da Terra Santa emitiu uma declaração esclarecendo que "a comunidade de frades franciscanos presente no Santo Sepulcro nunca deixou de realizar, dia e noite, as celebrações, ritos, procissões diárias e orações litúrgicas programadas, conforme previsto no Status Quo".

"Mesmo nestes dias, embora o acesso à Basílica esteja restrito aos fiéis por razões de segurança, a oração continua sem cessar nos Lugares Santos", afirma a nota, reconhecendo que o templo está fechado a todos, exceto aos monges que lá residem.

"Nossa presença secular nos Lugares Santos da Redenção e a oração que ali se eleva diariamente são oferecidas em nome de toda a Igreja e para o bem de toda a humanidade", enfatiza a Custódia, destacando como, "em tempos particularmente dramáticos como os que estamos vivendo, essa presença visa tornar visível a fé, a esperança e a súplica de cada batizado, para que, desses Lugares Santos, continue a elevar uma oração pela paz e reconciliação entre os povos."

Haverá Semana Santa em Jerusalém? "Neste momento, não é possível fazer nenhuma previsão sobre as celebrações da Semana Santa", admite a Custódia da Terra Santa, que "permanece em constante diálogo com as autoridades competentes e com as outras Igrejas responsáveis ​​pelo Santo Sepulcro".

"Assim que diretrizes claras sobre as celebrações estiverem disponíveis, comunicados oficiais serão emitidos pelos canais institucionais", conclui o comunicado, convidando "todos os fiéis a se unirem em oração pelo fim da guerra e da violência, e pela busca do diálogo, da diplomacia e de uma ação política responsável, pois esses são os únicos caminhos capazes de construir uma paz justa e duradoura".

Leia mais