Dono do Banco Master lucrou mais de R$ 440 milhões com operações de fundos investigados por ligação com o PCC

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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16 Março 2026

Em uma das transações, Daniel Vorcaro comprou cotas por R$ 2,5 milhões e as vendeu no dia seguinte por R$ 294,5 milhões.

A informação é publicada por Agenda do Poder, 14-03-2026.

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, declarou ter obtido mais de R$ 440 milhões em lucros com operações de compra e venda de cotas de fundos ligados à gestora Reag Investimentos, segundo informações obtidas pelo portal G1.

Em uma das transações, realizada em menos de 24 horas, o banqueiro comprou cotas de um fundo por R$ 2,5 milhões e as vendeu no dia seguinte por R$ 294,5 milhões — um ganho superior a R$ 290 milhões.

As operações aparecem na declaração de Imposto de Renda de 2024 enviada por Vorcaro à Receita Federal do Brasil e repassada à CPMI do INSS. Os dados foram revelados pelo jornal Folha de S.Paulo.

Segundo os documentos, uma das transações ocorreu em 27 de dezembro de 2023, quando Vorcaro adquiriu cotas do Hans 2 Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia por R$ 2,5 milhões. No dia seguinte, vendeu os mesmos ativos ao Itabuna Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia por R$ 294,5 milhões.

Na prática, o valor das cotas aumentou 116 vezes em um dia, o que representa uma valorização de mais de 11 mil porcento.

Outra operação semelhante ocorreu meses antes. Em 31 de maio de 2023, Vorcaro comprou cotas do mesmo fundo por R$ 10 milhões e, uma semana depois, vendeu os ativos por R$ 160 milhões ao Astralo Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado I. A valorização foi de 16 vezes o valor inicial.

Nos dois casos, os fundos compradores eram administrados pela Reag Investimentos.

Gestora é alvo de investigações

A gestora aparece em investigações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

No ano passado, a empresa foi alvo da operação Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, pela Polícia Federal e pela Receita Federal.

Segundo as investigações, 11 fundos ligados à gestora teriam sido utilizados para adquirir e ocultar bens — como imóveis, veículos e usinas de álcool — em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro da facção criminosa.

Em depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado nesta semana, Mansur afirmou que o banco era apenas cliente da gestora e negou irregularidades nas operações.

Prisão mantida pelo STF

Nesta sexta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter a prisão preventiva de Vorcaro, determinada na semana passada pelo ministro André Mendonça.

Após a decisão, a defesa do banqueiro passou a ser conduzida pelo criminalista José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.

O advogado já atuou em casos de grande repercussão, como a delação do empreiteiro Léo Pinheiro durante a Operação Lava Jato, além de ter defendido o general Walter Braga Netto em processos no STF.

Segundo interlocutores, o advogado não descarta a possibilidade de negociar um acordo de delação premiada, afirmando que “todas as possibilidades estão abertas”.

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