10 Março 2026
Se a Igreja quiser permanecer fiel à sua própria compreensão da humanidade, não tem outra escolha senão tratar as pessoas LGBTQIA+ com respeito, afirma o padre Andreas Ihm. Ele vê a instituição no caminho certo.
A reportagem é publicada por Katholisch, 09-03-2026.
Andreas Ihm, assistente pastoral em Augsburg e representante para o acompanhamento pastoral sensível à comunidade LGBTQIA+, enfatizou que as pessoas LGBTQIA+ são parte integrante da Igreja. "As pessoas LGBTQIA+ não são um 'grupo especial', mas sim pessoas criadas e amadas por Deus da mesma forma", destacou o padre em entrevista à assessoria de imprensa da Diocese de Eichstätt. "Se a Igreja permanecer fiel à sua própria compreensão da humanidade — a dignidade de cada pessoa criada à imagem de Deus — então, a longo prazo, não poderá deixar de tratá-las com o mesmo respeito e apreço", continuou Ihm. Esse desenvolvimento já está em curso, e somente assim a Igreja poderá manter sua credibilidade e fidelidade à sua missão.
Ele explicou ainda que a declaração no Catecismo da Igreja Católica de que as pessoas homossexuais devem ser tratadas com "respeito, compaixão e sensibilidade" é um passo importante contra a discriminação dentro da Igreja. Ao mesmo tempo, essa formulação soa para muitas pessoas LGBTQIA+ como uma mera postura de tolerância. "Se a Igreja realmente quer levar as pessoas LGBTQIA+ a sério, não basta simplesmente formular a tolerância. Trata-se de reconhecimento genuíno e participação na vida da Igreja." As experiências vividas pelas pessoas LGBTQIA+ devem ser refletidas – no cuidado pastoral, no trabalho educacional, na instrução religiosa e também nos cultos. "Não como um tópico especial, mas como parte da diversidade vivida por pessoas que se compreendem como criadas e amadas por Deus. Teologicamente falando: aqueles que têm a mesma dignidade também devem poder encontrar o mesmo lar espiritual", concluiu o pastor.
Ele também enfatizou que a introdução das novas normas básicas para o serviço religioso em 2023 não levou automaticamente a uma cultura de trabalho livre de medo. "Muitos funcionários LGBTQIA+ ainda hesitam em se assumir em um contexto profissional porque não têm certeza de como seu ambiente imediato reagirá: superiores, colegas ou mesmo voluntários", explicou o capelão LGBTQIA+. Essa incerteza muitas vezes cresceu ao longo dos anos. "Muitos aprenderam a esconder sua realidade pessoal para evitar conflitos ou rejeição. Essa estratégia de proteção não é abandonada da noite para o dia só porque uma lei trabalhista mudou." A nova lei trabalhista para igrejas estipula que o estilo de vida pessoal e a orientação sexual não são mais motivos para demissão.
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