Leão XIV conclui seu primeiro concílio extraordinário convocando outro para o final de junho

Foto: Vatican Media

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09 Janeiro 2026

O Papa pretende confiar nesses consistórios para o governo da Igreja e já convocou os cardeais para o segundo, que poderá ser realizado nos dias 27 e 28 de junho.

A informação é de José Lorenzo, publicada por Religión Digital, 08-01-2025. 

Os consistórios extraordinários deixarão de ser tão raros sob o pontificado de Leão XIV. Ao concluir o primeiro consistório de seu pontificado, na tarde de hoje, 8 de janeiro, o Papa confirmou sua intenção de repetir esse formato para fortalecer a colegialidade entre os cardeais e incentivar sua colaboração no governo da Igreja. Ele já convocou o segundo consistório para o final de junho, coincidindo com as datas próximas à Solenidade de São Pedro e São Paulo, em 29 de junho. Embora algumas fontes tenham sugerido que ele seria realizado nos dias 27 e 28, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, indicou que "não houve indicações nesse sentido".

O anúncio foi feito no encerramento do consistório desta tarde, que reuniu cerca de 170 cardeais de todo o mundo ontem e hoje. Robert F. Prevost disse-lhes: "Sinto a necessidade de contar com vocês". Em um de seus discursos, o Papa agradeceu a todos os cardeais pela participação, especialmente aos mais idosos pelo empenho em comparecer a esses dois dias de consistório.

"Foi uma bela experiência de colegialidade, fraternidade e proximidade com o Santo Padre ", observou o Cardeal José Rueda Aparicio na conferência de imprensa realizada até tarde da noite na Sala de Imprensa do Vaticano, "que nos fortalece na missão da Igreja e como Colégio Cardinalício". "É uma experiência de esperança para a Igreja, para a missão e para a evangelização", enfatizou o Arcebispo de Bogotá, enquanto o Cardeal Pablo Virgilio "Ambo" David, Bispo de Kalookan e Presidente da Conferência Episcopal Católica das Filipinas, descreveu-a como "muito familiar e sinodal".

Projetar um sinal de esperança

Quanto aos motivos pelos quais o Papa convocou este, seu primeiro consistório, Rueda destacou que "o Papa esperou o momento do encerramento do Jubileu da Esperança para projetar precisamente um sinal de esperança e da comunhão missionária do Colégio Cardinalício, e para dizer ao mundo que, em meio ao atual contexto de conflitos, há uma esperança a caminho".

Para o Papa, está no cerne deste processo de continuar a fortalecer a dimensão missionária do Colégio Cardinalício", acrescentou o cardeal colombiano, "e de continuar a escutar uns aos outros, com a convicção de que, ao nos escutar, ele também escuta a Igreja nos diferentes territórios do mundo."

Os cardeais presentes refutaram a ideia de que este consistório tivesse oferecido pontos de reflexão verdadeiramente inovadores ou originais. Rueda destacou como o Papa lhes disse no início que "o Colégio Cardinalício não é um grupo de especialistas, mas uma comunidade de fé, o que acrescenta um toque muito especial do coração do Papa", porque ele nos diz que "o que estamos aqui para fazer é prestar um serviço com humildade".

"O estado do mundo nos desafia", reconheceu o Arcebispo de Bogotá, elaborando sua reflexão diante dos jornalistas, "e a questão é como estar perto de todos, como ser uma Igreja de proximidade, de ternura, uma Igreja de misericórdia , capaz de compreender as situações dolorosas da humanidade e de nos colocarmos a seu serviço."

Nos pequenos círculos de trabalho em que este consistório se desenvolveu seguindo o estilo sinodal, o Cardeal Rueda reconheceu que havia diferentes posições, "mas está sendo encontrada uma harmonia que não é uniformidade" e que "tem suas raízes no Vaticano II, tanto que o Papa Leão XIV já está propondo uma série de cetequeses que começaram esta semana".

Cobo: "A intenção do Papa é pedir conselhos"

“A intenção do Papa é ouvir e pedir conselhos em seu trabalho e ministério”, observou o Cardeal José Cobo ao final da sessão da tarde. Em declarações à imprensa da Arquidiocese de Madri, Cobo enfatizou que este consistório “é um momento de escuta mútua. O Papa nos ouve, e nós o ouvimos . E esse processo em si já é valioso”.

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