Gaza. 'Nos recusamos a ficar em silêncio', afirmam os jesuítas

Foto: Divulgação Força de Defesa de Israel

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03 Abril 2024

  • "Quase seis meses de guerra em Gaza, e as armas não se calaram. Nós, membros da Companhia de Jesus (os jesuítas), assim como muitos outros católicos, cristãos, homens e mulheres de todas as crenças e não crentes, nos recusamos a ficar em silêncio. Nossas vozes continuam se elevando em oração, em lamento, em protesto pela morte e destruição que ainda reinam em Gaza e outros territórios de Israel/Palestina, se estendendo aos países vizinhos do Oriente Médio".

  • "Dezenas de milhares de pessoas perderam a vida, quase 1.800 israelenses, mais de 32.000 palestinos (sem contar aqueles que ainda precisam ser desenterrados dos escombros). Além das vidas ceifadas, há centenas de milhares de vidas arruinadas, feridos, pessoas desabrigadas e agora passando fome e sofrendo com doenças".

A reportagem é publicada por Religiòn Digital, 02-04-2024.

Quase seis meses de guerra em Gaza, e as armas não se calaram. Nós, os membros da Companhia de Jesus (os jesuítas), assim como tantos outros católicos, cristãos, homens e mulheres de todas as crenças e não crentes, recusamo-nos a ficar em silêncio. Nossas vozes continuam a se erguer em oração, em lamento, em protesto contra a morte e a destruição que ainda prevalecem em Gaza e em outros territórios de Israel/Palestina, estendendo-se aos países vizinhos do Oriente Médio.

Após os horrores dos ataques ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, os intensos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza e a ofensiva terrestre que deixou grande parte da Faixa de Gaza em ruínas, agora testemunhamos a fome e a propagação de doenças em Gaza. Dezenas de milhares de pessoas morreram, quase 1.800 israelenses e mais de 32.000 palestinos (sem contar os que ainda precisam ser desenterrados dos escombros). Além das vidas perdidas, há centenas de milhares de vidas arruinadas, feridos, pessoas sem-teto e agora famintos e sofrendo com doenças.

Comprometidos há décadas nas comunidades e sociedades do Oriente Médio, nós, como jesuítas, queremos dizer que não precisa ser assim. A escolha da morte sobre a vida, da vingança sobre a reconciliação, da injustiça sobre a justiça, do interesse próprio sobre o relacionamento, da violência sobre o diálogo, é uma escolha e não um destino predestinado. Outras opções podem ser feitas. Continuaremos a promover o sonho de um futuro diferente, um futuro já previsto pelos profetas nas Sagradas Escrituras. "Converterão suas espadas em arados e suas lanças em podadeiras; não levantará espada nação contra nação, nem se prepararão mais para a guerra" (Isaías 2,4).

Unimos nossa voz à do Santo Padre, o Papa Francisco, que advertiu repetidamente: "A guerra é uma derrota! Toda guerra é uma derrota" (Angelus, 8 de outubro de 2023). Reiteramos nosso apelo a um cessar-fogo imediato, à libertação de todos os reféns de 7 de outubro, às negociações e ao início de um processo que traga libertação, liberdade e justiça para todos no Oriente Médio, o único caminho para a verdadeira paz.

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