Igreja Ortodoxa Russa: 8.000 seminaristas são dispensados da mobilização para a guerra contra a Ucrânia

Foto: Michel Grolet | Unsplash

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13 Outubro 2022

 

O presidente Vladimir Putin estendeu por um período de tempo indeterminado a possibilidade de dispensar do recrutamento, decretado dias atrás para mobilizar e alistar pelo menos 300.000 pessoas nas forças armadas russas, os estudantes de instituições de ensino teológico.

 

A reportagem é de Il Sismografo, 11-10-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Dessa chamada “mobilização militar”, 8.000 estudantes das escolas teológicas da Igreja Ortodoxa Russa foram removidos, segundo afirmado pelo arcipreste Maxim Kozlov, presidente da Comissão para a Educação da Igreja Ortodoxa Russa.

 

Logo depois do decreto de Putin, o ministro da Defesa de Moscou, Sergei Shoigu, especificou, explicando e justificando o chamado às armas, que era necessário controlar a linha de contato de 1.000 quilômetros e os “territórios libertados na Ucrânia”. Durante a mobilização, acrescentou Shoigu, pouco mais de 1% do recurso total de mobilização da Federação Russa será chamado.

 

Agora, em 5 de outubro, o presidente Putin assinou um novo decreto que modifica o primeiro para poder introduzir o deferimento também no caso dos membros das organizações educacionais espirituais.

 

“Hoje, os nossos estudantes, e se trata de nada menos do que 8.000 pessoas, estão protegidos pela edição atual do decreto – pela qual naturalmente somos gratos –, porque um sacerdote, futuro e atual, não pode pegar em armas com a intenção de matar. Pode e deve defender sua pátria de uma maneira diferente. Historicamente, o sacerdócio sempre esteve presente nos fronts nos momentos difíceis, mas precisamente para o apoio espiritual dos soldados, e não para a participação pessoal nas hostilidades”, disse Maxim Kozlov durante o programa de televisão “Igreja e Mundo” no canal de televisão Rússia 24.

 

Anteriormente, Kozlov havia declarado à agência RIA Novosti que a decisão do presidente da Federação Russa de postergar a mobilização para esse tipo de estudantes removia um problema que já havia sido detectado também em âmbito judiciário com 20 casos, nas 42 instituições de ensino teológico superior, de estudantes que não haviam se apresentado ao apelo do governo.

 

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