Patriarca Kirill defende: a guerra metafísica contra o pecado sexual

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08 Março 2022

 

No "Domingo do Perdão", que encerrou o Carnaval e abriu a Quaresma, foi proferido um Sermão pelo Patriarca de Moscou, que podemos resumir assim:

 

A primavera espiritual é como a primavera natural, afirma Kirill. A vida se renova na primavera, e por isso a Páscoa acontece na primavera: a fé cristã afirma a vida, contra a morte, contra a destruição. Mas é preciso seguir as leis de Deus para viver, para não perecer, argumenta ele.

 

O comentário é do teólogo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, publicado no seu blog Come Se Non, 07-03-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Esta primavera, afirma Kirill, é ofuscada pelos graves eventos do Donbass, onde durante oito anos tentou-se destruir o que existe e agora há uma rejeição fundamental dos valores dos poderosos do mundo. Kirill argumenta que hoje há um "teste": o mundo "feliz", o mundo da liberdade "aparente" revela-se aterrorizante ao pedir um desfile do orgulho gay como prova de fidelidade ao mundo dos poderosos. Quem o rejeita, argumenta, torna-se um estranho.

 

Essas “marchas da dignidade” promovem o pecado que Deus condena: Deus pede ao pecador que se arrependa, não para ser reconhecido e tolerado, defende Kirill. A civilização terminará se a humanidade aceitar a violação da lei de Deus como uma variante do comportamento humano, argumenta ele. Se uma parada do orgulho gay é imposta, a resistência das pessoas é suprimida com a força. Com a força, defende Kirill, impõe-se a negação de Deus e da verdade sobre as pessoas.

 

O que acontece hoje em nível internacional, diz Kirill, não diz respeito apenas à política, mas à salvação humana, ao juízo de Deus que julga a história. Isso tem mais do que um significado teórico ou espiritual: hoje, argumenta ele, existe uma guerra em torno desse tema: o que significa o silêncio do mundo sobre oito anos de sofrimento? No domingo do perdão todos devem perdoar, afirma Kirill, mas sem justiça o perdão é fraqueza. O perdão deve andar de mãos dadas com o direito indispensável de ficar do lado da luz e dos mandamentos de Deus, argumenta ele.

 

Nossa luta não tem um significado físico, declara Kirill, mas metafísico. Se nesta guerra os ortodoxos e os crentes escolhem o caminho de menor resistência e obedecem aos poderes fortes do mundo, Kirill argumenta que em todo caso nunca deverão ser tolerados aqueles que destroem a lei de Deus e apoiam o pecado como modelo de comportamento.

 

Nossos irmãos do Donbass, povo ortodoxo, estão sofrendo, afirma Kirill. Oramos para que eles conservem a fé ortodoxa, não sucumbam à tentação e que a paz chegue em breve. Que o Senhor tenha misericórdia da terra de Donbass, onde há oito anos está a marca do pecado e do ódio, argumenta Kirill.

 

Perdoar é abrir mão do ódio e da vingança, mas não podemos apagar os malfeitos humanos lá no céu, mas, diz Kirill, entregamos nossos malfeitores nas mãos de Deus. Que Deus pronuncie seu julgamento sobre todos, mesmo sobre aqueles que assumem a mais pesada responsabilidade, alargando o abismo entre os irmãos e enchendo-o de ódio, argumenta.

 

Que os dias da Quaresma nos levem à alegria da Páscoa: que também aqueles que hoje estão combatendo, derramando sangue e sofrendo, possam entrar na alegria da ressurreição, da paz e da tranquilidade, afirma Kirill.

 

Que alegria pode existir, argumenta ele, se alguns estão na paz e outros no poder do mal e na dor das lutas internas?

 

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