Cientistas fazem novo apelo por liderança ética global diante da pandemia

Mais Lidos

  • Como o Papa Francisco está tentando “feminilizar” a Igreja

    LER MAIS
  • “Os maus-tratos aos animais é uma expressão do mal e da nossa incapacidade de aceitar os outros”. Entrevista com Corine Pelluchon

    LER MAIS
  • Israel-Palestina. Um soldado se sacrifica e um primeiro-ministro renuncia: o genocídio em Gaza provoca ações desesperadas

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

19 Mai 2020

Após carta enviada à Organização das Nações Unidas em 21 de abril, com mais de 120 entidades instando a agência a convocar uma “Força-Tarefa pela equidade global em saúde” com o dever de exercer uma liderança global para resposta à pandemia, cientistas publicaram um novo texto na revista científica The Lancet.

A reportagem é de Pedro Martins, publicada por Associação Brasileira de Saúde Coletiva - Abrasco, 18-05-2020. 

Coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris/Fiocruz), o abrasquiano Paulo Buss é um dos autores da nova carta que reafirma a necessidade de liderança ética global diante da pandemia apontando que “as pessoas desfavorecidas têm maior risco de infecção e morte por Covid-19 e têm menos acesso aos cuidados devido a sistemas que tratam a saúde como uma mercadoria e não como um direito humano”.

No documento, intitulado “Iniquidade em saúde durante a pandemia do COVID-19: um apelo pela liderança ética global“, os cientistas também denunciam que “apesar de atos de solidariedade generalizados, estamos testemunhando estoques inescrupulosos de países ricos e tentativas de muitos de obter lucros da crise”. O texto ainda retoma todo o histórico de propostas da carta de 21 de abril, como, por exemplo, a necessidade de promover medidas para fortalecer os sistemas universais de assistência à saúde em todo o mundo.

Confira o texto na íntegra

Leia um trecho do texto:

Iniquidade em saúde durante a pandemia do COVID-19: um apelo pela liderança ética global

Relatórios amplos de impacto desproporcional da pandemia do COVID-19 entre comunidades já vulneráveis ​​em todo o mundo, da cidade de Nova York a Nova Orleans e Chicago, às imagens chocantes de corpos nas ruas do Equador, representam um prelúdio do impacto na população de baixa renda e países de renda média, onde vive mais de 80% da população mundial. As pessoas desfavorecidas têm maior risco de infecção e morte por COVID-19 e têm menos acesso aos cuidados devido a sistemas que tratam a saúde como uma mercadoria e não como um direito humano. Além disso, a maioria dos sistemas de saúde não está preparada para lidar com uma pandemia dessa magnitude. Os sistemas oprimido da Europa e dos EUA são lembretes ameaçadores dos desafios enfrentados nos países pobres.

Apesar de atos de solidariedade generalizados, estamos testemunhando estoques inescrupulosos de países ricos e tentativas de muitos de obter lucros da crise. A acumulação e a especulação devem ser condenadas nos termos e medidas mais fortes adotados globalmente para garantir acesso equitativo aos países com menos recursos.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Cientistas fazem novo apelo por liderança ética global diante da pandemia - Instituto Humanitas Unisinos - IHU