Chile. Bachelet pediu o afastamento urgente Juan Barros, então bispo castrense

Michelle Bachelet recebe Papa Francisco no Palacio de la Moneda, Santiago do Chile | Foto: Gobierno de Chile

Mais Lidos

  • “Meu pai espiritual, Santo Agostinho": o Papa Leão XIV, um ano depois. Artigo de Carlos Eduardo Sell

    LER MAIS
  • A mineração de terras raras tem o potencial de ampliar a perda da cobertura vegetal nas áreas mineradas, além de aumentar a poluição por metais tóxicos e elementos químicos radioativos que são encontrados associados às terras raras, afirma o pesquisador da UFRGS

    Exploração de terras raras no RS: projeto põe recursos naturais em risco e viabiliza catástrofes. Entrevista especial com Joel Henrique Ellwanger

    LER MAIS
  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Mai 2018

O ex-ministro das Relações Exteriores do Governo de Michelle Bachelet, Heraldo Muñoz, nesta segunda-feira durante uma entrevista na rádio "Cooperativa" de Santiago do Chile reconheceu que a informação sobre o bispo Juan Barros, considerado culpado de ter encoberto os abusos sexuais de seu mentor, padre Fernando Karadima, "era conhecida" entre as mais altas autoridades do país e foi transmitida para as autoridades competentes. D. Barros foi nomeado Bispo das Forças Armadas do Chile pelo Papa João Paulo II em 9 de outubro de 2004.

A informação é publicada por Il Sismografo, 30-04-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Muitos anos depois, em 2015, quando o país sul-americano era governado por Bachelet, o ex-ministro Heraldo Muñoz, por solicitação da governante e após uma conversa com o então ministro da defesa, Jorge Burgos, convocou a altas horas em seu escritório Mons. Ivo Scapolo, núncio do Vaticano, para pedir ao Santo Padre, possivelmente de forma imediata, o afastamento do bispo Barros. Por quê?

Porque, de acordo com o ex-ministro, o seu colega Burgos tinha lhe pedido para tomar essa delicada iniciativa porque "havia certa agitação nas Forças Armadas pela presença de Barros dentro das instituições armadas." O ex-ministro Heraldo Muñoz concluiu dizendo, agora: "Esta informação sobre o bispo era conhecida, mas não foi transmitida e, portanto, acredito que as sanções por parte do Papa chegarão em algum momento. A notícia do afastamento chegou alguns meses após o nosso pedido. Contudo ficamos surpresos quando, mais tarde, foi nomeado bispo de Osorno".

Leia mais