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14 Abril 2016

Jean-Paul Sartre. Paris, †1980. Foi um filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.

Repeliu as distinções e as funções oficiais e, por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964.

Para ler mais:

- Por um deus indignado
"Inimigos poderosos despertam, com mais clareza e emoção, aquilo que o filósofo Jean-Paul Sartre chamou de "vontade de engajamento". Quando era apenas um jovem normalista, Hessel se deixou impregnar pelas leituras de "A Náusea" e "O Muro", que considera os dois livros mais importantes do filósofo francês. "Sartre nos ensinou a dizer a nós mesmos: vocês são responsáveis enquanto indivíduos." A indignação, é verdade, costuma estar atrelada a um atroz sentimento de solidão, já que ela é, segundo Hessel, "a responsabilidade do indivíduo que não pode confiar em um poder ou em um deus". (Cf. noticia do dia 10/08/2011).

- "Fé e humanismo laico dialogam graças a Freud". Entrevista com Julia Kristeva
"Sartre fala muito da liberdade. A existência do homem precede a essência e é uma liberdade que se conquista com escolhas e riscos. Da parte de Heidegger, o problema é mais complexo: não se põe nem para Deus nem contra Deus, nem no indiferentismo, mas busca entender o homem em relação com a linguagem. Mas só Freud consegue colocar em relação a loucura humana e a necessidade de valores. Como dizia Jung, o crer não pode ser anulado, só pode ser sublimado. O percurso psicanalítico é, no fundo, um modo de sublimar essa necessidade de crer".

 

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