Cara púrpura, como tu és cara

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • Santa Teresa de Jesus: inquieta, andarilha, desobediente e muito mais...

    LER MAIS
  • COP26. Kerry reduz as expectativas sobre a cúpula de Glasgow: “Rumo a compromissos ainda insuficientes para alcançar…”

    LER MAIS
  • Diocese Anglicana no Paraná sagrará bispa coadjutora em Curitiba

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


24 Novembro 2012

Neste sábado, Bento XVI irá criar seis novos purpurados, a apenas nove meses do último consistório que ocorreu em fevereiro passado. Foi o próprio pontífice que explicou, diante dos bispos do Sínodo, as motivações dessa "fornada" corretiva de neocardeais, nenhum dos quais é europeu: uma forma de trazer à tona a universalidade da Igreja depois da última criação cardinalícia caracterizada pela presença maciça de purpurados curiais e italianos.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 22-11-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os novos cardeais são o prefeito da Casa Pontifícia, o norte-americano James Harvey; o patriarca maronita libanês Bechara Raï Béchara; o indiano Baselios Thottunkal, arcebispo maior da Igreja siro-malancarese; o nigeriano John Onaiyekan, arcebispo de Abuja; o colombiano Ruben Salazar, arcebispo de Bogotá; o filipino Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila.

Mesmo que apenas pra seis novos "príncipes" da Igreja, as alfaiatarias eclesiásticas romanas se colocaram imediatamente em ação com as vestimentas para os neopurpurados. No momento da criação cardinalícia, um bispo deixa de usar as vestes de cor violácea e passa às vermelhas. E as alfaiatarias preparam para cada cardeal uma lista de vestes e de acessórios, à qual podem aderir aqueles que querem prestar uma homenagem ao novo cardeal.

Estes são os preços em circulação, calibrados na lista da alfaiataria eclesiástica mais famosa de Roma, a Gammarelli, que, por tradição, também veste o papa. A mozeta vermelha, que os cardeais usam quando vestem o hábito coral, custa cerca de 200 euros, mas o seu preço sobe se, em vez de botões de tecido, pedem-se aqueles – mais procurados e feitos à mão – de corda trançada (custam cerca de 20 euros cada).

A veste vermelha custa cerca de 800 euros, enquanto o chapéu de três bicos sem borla típico dos cardeais pode custar de 80 a 120 euros. Cerca de 80 euros pode custar o cordão para a cruz peitoral, trançado de vermelho e de ouro. O preço varia dependendo da sofisticação e da grandeza da borla que fica nas costas.

A faixa vermelha, a ser usada tanto com a veste vermelha quanto sobre a veste talar preta filetada de vermelho, custa cerca de 200 euros. Uma veste talar preta filetada custa cerca de 600 euros, enquanto o solidéu vermelho cardinalício tem um preço que gira em torno dos 40 euros. Por fim, as meias vermelhas custam cerca de 15 euros por par.

Considerando-se que, normalmente, o cardeal se mune de duas peças de cada uma dessas indumentárias, pode-se calcular que um conjunto cardinalício completo pode custar cerca de 4.000 a 5.000 euros. O anel cardinalício é dado pelo papa aos novos purpurados.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Cara púrpura, como tu és cara - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV