Cinco fatos sobre Tim Kaine, candidato à vice-presidência dos EUA, católico formado pelos jesuítas

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27 Julho 2016

A candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, anunciou Tim Kaine, o jovem senador democrata da Virgínia e ex-governador desse Estado, como seu vice na chapa, na última sexta-feira.

A reportagem é de Kimberly Winston, publicada no sítio Religion News Service, 22-07-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Kaine, católico romano, aparecerá com Clinton, metodista, na Convenção Nacional Democrata na próxima semana, na Filadélfia.

Aqui estão cinco fatos de fé sobre o novo candidato a vice-presidente.

1. Foi formado pelos jesuítas

Kaine foi criado como católico na região de Kansas City. Seus pais eram tão devotos, contou Kaine, que, "se voltássemos de um período de férias em uma noite de domingo às 19h30, eles saberiam qual era a única igreja em Kansas City que tinha missa às 20 horas para que pudéssemos ir". Ele frequentou um colégio jesuíta só para homens em Kansas City – a Rockhurst High School – e trabalhou por um ano com missionários jesuítas em Honduras, onde ensinou soldagem – a profissão do seu pai – e carpintaria.

Ele e sua esposa participam da Igreja Santa Isabel, em Richmond, Virgínia, que tem uma congregação predominantemente afro-americana. Ele foi cofundador do grupo de estudos masculino lá.

2. Kaine diz separar o pessoal do político

Kaine é pessoalmente contra o aborto e a pena de morte e, às vezes, se pronunciou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção gay, todas questões em que ele se alinha com a doutrina católica. Mas ele tem tomado posições diferentes em sua vida política. Ele defendeu o caso Roe versus Wade [pelo reconhecimento do aborto nos EUA] e disse: "Eu tomei uma posição que é bastante comum entre os católicos. Eu tenho um sentimento pessoal sobre o aborto, mas a regra correta para o governo é deixar que as mulheres tomem as suas próprias decisões".

Como governador da Virgínia, ele supervisionou 11 execuções estatais. "Eu tenho uma posição moral contra a pena de morte", disse ele em 2012. "Mas eu fiz um juramento de ofício para mantê-la. Seguir um juramento de ofício também é uma obrigação moral."

Ele demorou bastante para apoiar o casamento homossexual, dizendo em 2013: "Eu acredito que a todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual, devem ser garantidos os plenos direitos aos benefícios legais e às responsabilidades do casamento nos termos da Constituição".

E, embora Kaine tenha se oposto à adoção gay em 2005 – também alinhado com os ensinamentos da Igreja Católica –, em 2012, ele reverteu a sua posição.

3. Ele defende que as mulheres possam se tornar padres

Quando o Papa Francisco visitou Washington, em setembro de 2015, Kaine participou do histórico discurso do pontífice ao Congresso. Antes do discurso, ele emitiu uma declaração. "Se não for concedido às mulheres um lugar igual na liderança da Igreja Católica e das outras grandes religiões mundiais, elas sempre serão tratadas como inferiores em assuntos terrenos também", disse Kaine. "Não há nada que este papa possa fazer para melhorar o mundo tanto quanto colocar a Igreja no caminho da ordenação de mulheres."

4. Kaine é fã da Laudato si’ do Papa Francisco

Nem todos os católicos pensam que o pontífice deveria escrever uma encíclica sobre um assunto secular como o aquecimento global, mas Kaine concorda com a abordagem dada por Francisco ao assunto como uma questão de fé. "Eu tenho certeza de que ele não vai opinar sobre se um imposto sobre o carbono é melhor do que um mecanismo de cap-and-trade", disse Kaine, dias antes que a encíclica papal fosse publicada em 2015. "Esse não é o caminho que ele deve tomar. Mas dizer: 'Vocês sabem, vocês e todos no poder nestes dias, vocês têm o futuro da próxima geração nas suas mãos e vocês não querem ter que enfrentar essa questão mais tarde em suas vidas. Com a ciência que havia e com a oportunidade que vocês tinham de fazer algo a respeito, por que vocês optaram por não fazer?'."

5. Kaine fala abertamente sobre a sua fé

"Minha fé é central em tudo o que faço", disse ele uma vez. "A minha posição de fé é uma posição do Bom Samaritano, de tentar cuidar da outra pessoa." E, em uma entrevista recente, ele disse: "Eu faço o que eu faço por razões espirituais. Estou sempre pensando sobre a realidade momentânea, mas também sobre como ela se conecta com as questões maiores em torno daquilo que é importante na vida".

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