Os bispos argentinos e a corrupção

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Por: Jonas | 05 Julho 2016

A Comissão Executiva dos bispos católicos argentinos, organismo presidido pelo arcebispo de Santa Fé, José María Arancedo (foto), divulgou, ontem, um comunicado diante de “fatos que vinculam pessoas da Igreja, na Argentina, com possíveis casos de corrupção”, destacando que, “nós, seguidores de Jesus Cristo, devemos ser honestos e respeitosos às leis e, como todo cidadão, devemos colaborar com a justiça em sua tarefa de esclarecer a verdade dos fatos e nos submeter a seus ditames”. Sem mencionar qualquer pessoa, a declaração chega ao mesmo tempo em que surgem notícias que atingem o falecido arcebispo Rubén Di Monte, com as manobras de corrupção e eventual lavagem de dinheiro em torno das investigações que são feitas a partir da descoberta de grandes quantidades de dinheiro em poder do ex-funcionário José López.

 
Fonte: http://goo.gl/cYUiyz  

A reportagem é publicada por Página/12, 03-07-2016. A tradução é do Cepat.

Os bispos da Comissão Executiva manifestam seu “repúdio a qualquer ato de corrupção, público ou privado, mas de maneira particular aos que envolvem membros da Igreja, que por sua missão e serviço devem ser testemunhas íntegras do Evangelho que pregamos”. E adiantam sua “colaboração sincera para o esclarecimento das denúncias”, enfatizando que, “neste campo, é fundamental que o Poder Judiciário se mantenha independente das pressões de qualquer poder e se sujeite ao império da verdade e da justiça”.

Dizem os bispos católicos, através de sua Comissão Executiva, que “o que se tornou público nos leva a fazer um sincero exame de consciência à luz do Ano da Misericórdia que estamos celebrando na Igreja católica”. E acrescentam que “nos interpela de uma maneira direta e também desejamos, para bem do povo da Nação, que esta mensagem chegue a todas as pessoas promotoras ou cúmplices dos crimes de corrupção”.

Também recordam que, por ocasião do bicentenário da independência, “nós, bispos, expressamos que a corrupção desgasta no povo a confiança nas instituições da democracia”. Citam, além disso, palavras do Papa Francisco, que qualificou a corrupção como uma “chaga putrefata da sociedade, um grave pecado que grita ao céu, pois mina desde seus fundamentos a vida pessoal e social”. E acrescentam que “a corrupção impede olhar o futuro com esperança, porque com sua prepotência e avidez destrói os projetos dos fracos e oprime os mais pobres”, pois “é um mal que se aninha em gestos cotidianos para se expandir, depois, em escândalos públicos”.

Em tom autocrítico, os bispos católicos afirmam que “nós, membros que temos responsabilidades na Igreja, não podemos deixar de aplicar a nós, em primeiro lugar, estas palavras do Papa Francisco”, porque essa “deve ser a luz que nos guia com coragem por um caminho de purificação e conversão profunda do coração, para renovar a Igreja na caridade pastoral” (conf. El Bicentenario 48).

Por outra parte, os diretores da fundação Scholas Occurrentes, Enrique Palmeyro e José María del Corral, concederam uma entrevista ao jornal La Nación, na qual sustentam que nem o Papa e nem o Presidente pretendiam um confronto em relação à doação de fundos oficiais que, finalmente, foi rejeitada por ordem de Francisco. “Aqueles que perdiam erámos nós e o Governo”, afirmaram os diretores da fundação patrocinada pelo Papa. E acrescentaram que não era uma decisão contra Macri”.

Insistiram também em que “Francisco nos pede para devolver a doação por causa da crise que a Argentina vive”, pois, “nessas condições, parece-lhe injusto que peçamos um subsídio” e revelaram que, “em 2015, não aceitamos uma contribuição de 23 milhões, do Ministério do Planejamento, para um plano de produção audiovisual, porque a metodologia que propunham para a entrega de fundos não era clara”.

Na mesma entrevista, publicada ontem, Del Corral e Palmeyro confirmaram a suspensão da partida de futebol em benefício da Fundação Scholas, programada para ser realizada em La Plata, prorrogada para depois de um evento semelhante que será realizado em Roma, no próximo dia 12 de outubro.

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