“Acolhamos os nossos irmãos refugiados”, convida o Papa Francisco cercado por refugiados na Praça São Pedro

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Por: André | 23 Junho 2016

Durante a Audiência Geral na Praça São Pedro, o Papa Francisco convidou para ficar ao seu lado no palco um grupo de refugiados trazidos pela Cáritas de Florença e pela European University: “Muitos pensam sobre eles que seria melhor que tivessem ficado na sua terra, mas ali sofriam muito”, disse o Pontífice aos fiéis. “Muitos consideram-nos como excluídos. Por favor: são nossos irmãos! O cristão não exclui ninguém”.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 22-06-2016. A tradução é de André Langer.

A Audiência Geral desta quarta-feira foi a última na Praça São Pedro antes do intervalo de verão de julho. Na próxima quarta-feira, Francisco presidirá em São Pedro a missa pela solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

O Papa refletiu, durante a sua catequese desta quarta-feira, sobre o pedido que um leproso faz a Jesus: “‘Senhor, se quiseres pode purificar-me’”. Um homem que, como explicou Francisco, não pede somente para ser curado, mas para ser ‘purificado’, isto é, curado integralmente no corpo e no coração. Porque, como destacou o Papa, efetivamente a lepra era considerada uma forma de maldição de Deus, de impureza profunda, razão pela qual o leproso devia manter-se afastado de todos, longe de Deus e longe dos homens, posto que nem sequer podia ir ao Templo. No entanto – prosseguiu Francisco falando em italiano –, apesar disto, aquele leproso não se resignou nem à doença nem às leis que o convertiam em um excluído, porque reconheceu o poder de Jesus, certo de que tudo dependia de sua vontade.

E esta fé, acrescentou o Pontífice, “é a força que lhe permitiu quebrar todas as correntes e ir ao encontro de Jesus, para ajoelhar-se diante dele chamando-o de ‘Senhor’”. “De modo que sua súplica – disse o Papa Bergoglio – nos mostra que quando nos apresentamos diante de Jesus não é necessário fazer longos discursos. Bastam poucas palavras, sempre que estejam acompanhadas da plena confiança na sua onipotência e na sua bondade”.

Por isso, o Papa afirmou que nos encomendar à vontade de Deus significa colocar-nos em sua infinita misericórdia, posto que não existe outro lugar no qual nos sintamos mais seguros. Quanto à disposição de Jesus que, após tê-lo curado, lhe pede para não falar com ninguém sobre isso, Francisco explicou que isto nos permite ver três aspectos: primeiro, que a graça que atua em nós não está atrás do sensacionalismo; segundo, que, ao verificar oficialmente a cura com os sacerdotes e celebrando um sacrifício expiatório, o leproso é readmitido na comunidade dos crentes e na vida social, e, finalmente, que se apresentando aos sacerdotes o leproso lhes dá testemunho de Jesus e de sua autoridade messiânica.

Ao concluir sua catequese, o Pontífice afirmou que a força da compaixão com que Jesus curou o leproso levou a fé desse homem a abrir-se à missão. Por isso o seu convite para pensar em nós e em nossas misérias com sinceridade, dado que tantas vezes – disse – costumamos cobri-las com a hipocrisia das “boas maneiras”. Por isso, é necessário – acrescentou – estarmos sozinhos, colocar-nos de joelhos diante de Deus e pedir: “Senhor, se quiseres pode purificar-me”.

Estiveram presentes na Praça São Pedro, entre os demais fiéis, os participantes da peregrinação dos motociclistas, de Cracóvia até Roma, organizada pelo padre Adam Parszywka, diretor de comunicação do comitê organizador da Jornada Mundial da Juventude, além de diretor do Voluntariado Missionário Salesiano Jovens para o Mundo. Ao final da Audiência, o Papa agradeceu em particular à “Vilinha da misericórdia” do Hospital Gemelli, “dormitório para pessoas sem lar fixo”, de que se ocupa a Comunidade de Santo Egídio e que representa uma obra concreta deste Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Antes da catequese, o Papa deu sua costumeira volta de Jeep para saudar os fiéis. Na metade do caminho, uma idosa se lançou para o veículo e o Papa pediu para que o motorista parasse para poder ouvi-la. Depois, o Papa percorreu a última parte a pé em companhia de um grupo de refugiados que se sentaram ao seu lado no palco. “Os refugiados, por um futuro juntos”, era um dos cartazes que os jovens mostraram ao final quando fizeram uma foto com o Papa.

Nota da IHU On-Line: Veja o vídeo de 1min09s clicando aqui.

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