Presidente da Academia de Ciência do Vaticano afirma que o diálogo inter-religioso pode “salvar o meio ambiente”

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Por: André | 23 Junho 2016

O presidente da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, o arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo, indicou que o diálogo inter-religioso deve “passar à ação conjunta para salvar o meio ambiente”. Ele disse isso durante a abertura, na segunda-feira, do Seminário Internacional de Ciência e Religiões pelo Meio Ambiente, que acontece no Santuário de Torreciudad (Huesca, Espanha).

A reportagem é publicada por Europa Press, 20-06-2016. A tradução é de André Langer.

O seminário reúne cientistas e líderes religiosos de 15 países e oito confissões religiosas para dialogar sobre como a ciência e as principais religiões podem colaborar na conservação do planeta.

Sánchez Sorondo destacou que o cuidado do meio ambiente “é um ponto de encontro não apenas para o diálogo inter-religioso, mas também para o trabalho conjunto das diferentes religiões” e destacou a importância da encíclica do Papa Francisco Laudato Si’ para entender a ecologia de forma integral, porque “os problemas da mudança climática estão piorando os problemas sociais, especialmente as novas formas de escravidão”.

Além disso, insistiu em que “é importante que a ciência e as religiões entendam que a crise ambiental é um grito da terra e um grito dos homens”.

O cientista especialista em Botânica da Universidade de Washington em St. Louis, Peter H. Raven, por sua vez, indicou que “a ciência explica a importância do problema ambiental, mas as visões éticas das tradições religiosas têm a faculdade de influir nas opiniões para criar um mundo sustentável e em paz”.

O professor Raven, líder defensor da conservação da biodiversidade, explicou que “a maioria das pessoas não está sensibilizada com as estatísticas por medo do desastre, mas, ao contrário, pode reagir se entende os valores humanos do que se perde e se, através das tradições religiosas, aprendem a celebrar a vida uns com os outros, a amar-se mutuamente, a cuidar juntos da natureza”.

A presidenta da Fundação Promoção Social da Cultura, Jumana Trad, assinalou a importância deste seminário para que “os líderes religiosos conheçam as evidências científicas dos problemas ambientais e para que os cientistas valorizem a importância das diferentes tradições religiosas para fomentar uma mudança da ação do homem na natureza”.

Além disso, durante o primeiro dia do seminário, analisou-se a contribuição da ciência para o diagnóstico dos problemas ambientais. O professor Thomas Stocker, co-diretor do Grupo de Trabalho I do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (IPCC), explicou as evidências científicas sobre a mudança climática.

Ao passo que a diretora de Ciências da Terra do Instituto Internacional de Ciência Espacial (ISSI, Berna, Suíça), a professora Anny Cazenave, referiu-se às consequências no ciclo de água e o professor de Ecologia na Universidade Martinho Lutero de Halle-Wittenberg, o doutor Settele, discorreu sobre o impacto da expansão da agricultura nos ecossistemas.

Entre os participantes religiosos presentes no seminário encontram-se também o rabino de Jerusalém, Yonatan Neril, fundador e diretor do Centro Inter-religioso para o Desenvolvimento Sustentável; a monja budista Tsunma Karma Chimey Lhatso; a hinduísta Swamini Umananda; o arquidiácono ortodoxo búlgaro Petar Gramatikov e o Procurador Geral da Ordem Cisterciense, Lluc Torcal.

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