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27 Maio 2016

Nos últimos 30 anos, o Rio Grande do Sul teve 97.994 hectares de Mata Atlântica desmatados, área que equivale a aproximadamente duas vezes o tamanho da cidade de Porto Alegre. Dos 13.857.127 hectares de vegetação original do Estado, restam apenas 7,9%. O dados são da nova edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado nesta quinta-feira pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O documento, referente ao período de 2014 a 2015, traz uma análise consolidada da devastação em 30 anos de monitoramento nos 17 Estados brasileiros que apresentam resquícios do bioma.

A reportagem foi publicada por Zero Hora, 25-05-2016.

O trabalho observou que, no ano passado, a Mata Atlântica brasileira perdeu 18.433 hectares, taxa 1% maior que a do período anterior, que foi de 18.267 ha. São valores menores do que os registrados entre 2011 e 2013 — quando, por dois anos consecutivos, a taxa voltou a crescer —, mas ainda superiores às perdas ocorridas entre 2008 e 2011, as menores da história do monitoramento do bioma.

— Temos um lado positivo. Em sete dos 17 Estados da Mata Atlântica, a taxa de perda está no nível de desmatamento zero, com menos de 1 km ou 100 hectares de desmatamento. É o caso de São Paulo e Rio de Janeiro — afirma Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica e responsável pelo trabalho.

Por outro lado, alguns dos Estados que ainda apresentam as maiores áreas de remanescentes florestais estão entre os campeões de desmatamento. Minas Gerais, que tem a maior área de floresta (2,8 milhões de hectares), voltou a liderar o ranking, com perda de 7.702 ha (37% a mais que os 5.608 do período 2013-2014). O Estado mineiro já havia sido campeão por cinco anos a partir de 2008, só perdendo a posição de 2013 para 2014 para o Piauí. O Rio Grande do Sul, por sua vez, saiu do patamar de desmatamento zero no último ano. Entre 2014 e 2015, o Estado perdeu 160 hectares de floresta, uma área 300% maior do que a registrada no ano anterior (2013-2014), quando foram devastados apenas 40 ha.

O relatório também apontou que, nos últimos 30 anos, o Brasil teve 1,887 milhão de hectares de Mata Atlântica suprimidos, o equivalente a 12,4 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. A maior parte (78%) dessa perda de vegetação ocorreu entre 1985 e o ano 2000, e as taxas estão em queda desde 2005. Os quase 2 milhões de área de floresta perdidos nos últimos 30 anos são apenas a última etapa da história de uma devastação que começou com a descoberta do Brasil. Da área que originalmente era ocupada pelo bioma, hoje restam cerca de 12,5%, se considerados os fragmentos com mais de 3 ha. O desmatamento de 1985 para cá equivale a 1,44% do que havia no começo.

— A história do Brasil é a história da devastação da Mata Atlântica. Cada ciclo de desenvolvimento do país foi um ciclo de destruição da floresta. Hoje é muito menor, mas porque quase não há mais Mata Atlântica, porque grande parte está na mão de particulares, que preservam, e porque temos uma lei que proíbe seu corte. Mas precisamos reflorestar — diz Marcia.

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