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Por: Cesar Sanson | 18 Abril 2016

Rudá Guedes Ricci

A fé dos deputados

Adriano Pilatti

Até anteontem, ninguém parecia esperar, de fato, uma diferença tão grande. Nem mesmo a impren$a engajada no tapetão a projetava. Que estivessem todos afinadamente escondendo o jogo, é difícil cogitar; se a mudança de quadro se deu em horas, e se os "indecisos" (decididíssimos a se dar bem) negociaram até o último lance dos leilões e das pressões de ambos os lados, se foi o efeito "bola de neve" da própria votação, ou tudo isso junto, jamais saberemos. O fato é que a diferença alcançada ajuda a produzir o tal efeito "bola de neve" também no Senado. Tecnicamente, o governo Dilma acabou depois da coça de ontem, não adianta tentar tapar com a peneira.

O que vem pela frente depende de muita coisa. Inclusive de haver ou não uma necessária recomposição, ainda que temporária, das forças anti-obscurantistas, nas instituições, nas redes e nas ruas: depois do extravasamento das pulsões mais regressivas das forças reacionárias majoritárias no Congresso, que vimos hoje na Câmara, será uma irresponsabilidade não tentar. Depende também de haver ou não uma recomposição das próprias ruas, pois há grande rejeição ao Consulado Temer-Cunha numa parcela, ainda que minoritária, dos que apoiaram o impeachment, entre os que o fizeram de boa fé: se não é provável que se mobilizem por uma saída efetivamente democrática que evite o pesadelo Temer-Cunha, ao menos não é impossível.

Trata-se de re-interpelar os limites do possível. Porque o provável é simplesmente intragável. Sem romantismo mas sem fatalismo: se a política das redes e das ruas não é determinante, tudo que temos visto de 2013 a hoje demonstra que também não é irrelevante. Trata-se de tentar reconstrui-la em torno de uma alternativa efetivamente democrática.

Jean Wyllys

SOBRE O CUSPE AO FASCISTA

Depois de anunciar o meu voto NÃO ao golpe de estado de Cunha, Temer e a oposição de direita, o deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando "veado", "queima-rosca", "boiola" e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída.

Eu reagi cuspindo no fascista. Não vou negar e nem me envergonhar disso. É o mínimo que merece um deputado que "dedica" seu voto a favor do golpe ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército durante a ditadura militar. Não vou me calar e nem vou permitir que esse canalha fascista, machista, homofóbico e golpista me agrida ou me ameace. Ele cospe diariamente nos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais.

Ele cospe diariamente na democracia. Ele usa a violência física contra seus colegas na Câmara, chamou uma deputada de vagabunda e ameaçou estuprá-la. Ele cospe o tempo todo nos direitos humanos, na liberdade e na dignidade de milhões de pessoas.

Eu não saí do armário para o orgulho para ficar quieto ou com medo desse canalha.

‪#‎FascistasNãoPassarão‬

Adriano Pilatti

Assim como Sarney e os dois Fernandos, Lula e Dilma foram irresponsavelmente pródigos em atender, em quantidades industriais, aos pedidos das seitas neopentecostais para obtenção de concessões de emissoras de rádio e televisão. E aos apelos para que as respectivas bancadas governistas facilitassem, no Congresso, a aprovação das renovações dessas concessões.

Assim como os antecessores, Lula e Dilma, através do Ministério das Comunicações, nunca procuraram impedir a prática ilegal de compra de horários de emissoras comerciais pelas mesmas seitas - agora o MPF, depois se omitir por décadas, começa a questionar essas práticas. Assim como todos, nunca deram efetiva prioridade à implantação do ensino público fundamental de tempo integral em ambiente laico e pluralista. Assim como todos, nunca ousaram discutir, pra valer, um marco legal pluralista de responsabilidade social para os meios de comunicação de massa. Seu posicionamento nessas questões foi, no mínimo, "totalmente acovardado" - para usar uma expressão célebre desses tempos grampeados.

Unindo o púlpito templário ao púlpito midiático, os pastores se tornaram cabos eleitorais decisivos e candidatos imbatíveis em eleições proporcionais, explorando a boa-fé de gente humilde, desassistida e sem "anticorpos" laicos e pluralistas contra a fanatização com fins lucrativos e oferta de miragens de redenção. Deu no que deu: um Congresso fundamentalista, com uma bancada neopentecostal inescrupulosa e reacionária em todos os sentidos, pronta a qualquer obscurantismo, crescendo como um câncer a cada eleição. O mesmo se reproduz nos legislativos estaduais e municipais, como ninguém ignora.

Sarney e os Fernandos sabiam bem o que faziam; Lula e Dilma, sempre se achando fodões, devem ter delirado com expectativas de lealdade, retribuição e gratidão por parte dessa gente - e por parte da Globo, a quem o BNDES petista nunca faltou. Cersei Lannister perde. Agora não adianta reclamar. Ou melhor, nós é que temos o direito de reclamar dessa cumplicidade, ativa e passiva, com a penetração do fundamentalismo religioso nas instituições públicas, desse golpe pluripartidário e multigovernamental contra o Estado laico.

Rozalvo Finco

O dia de hoje passará para a história como aquele em que o réu julgou a sua vítima.

Tércio Moreira Casaldáliga

Deputados católicos eleitos pela TV canção nova, não ouviram as recomendações da CNBB, e votaram favoráveis ao golpe a democracia.
‪#‎VERGONHA‬
‪#‎MERCENÁRIOS


Jôziel Almeida

Deputados do RN
O filho de José Agripino
O filho de Garibaldi Alves
O filho de Ricardo Motta
O filho de Robinson Faria
O filho de Betinho Rosado
Corrupção e golpismo de geração em geração!

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