Evo Morales corre para ver o Papa, mas antes rebate bispos bolivianos

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Por: Jonas | 07 Abril 2016

Evo Morales viajará a Roma, onde terá um encontro pessoal com o Papa. “Conversaremos a sós”, esclareceu, após ter explicado que havia “sido convidado”. Posteriormente, no dia 16 de abril, dissertará sobre “As novas propostas que provêm da América Latina”, no marco das celebrações pelos 25 anos da publicação da “Centesimus Annus”, de João Paulo II, em evento organizado pela Pontifícia Academia de Ciências Sociais, dirigida pelo argentino Marcelo Sánchez Sorondo.

 
Fonte: http://goo.gl/w3yFFb  

A reportagem é de Alver Metalli, publicada por Tierras de América, 05-04-2016. A tradução é do Cepat.

A organização da viagem, ou o “convite”, como o ex-dirigente cocalero prefere chamar, é anterior às tensões que ocorreram nos últimos dias com os bispos de seu país, pois estes, em uma carta pastoral coletiva, denunciaram a penetração das máfias do tráfico de cocaína nas “estruturas” mais altas do estado boliviano. Os prelados também apontam o dedo contra a corrupção, que “minou a credibilidade de autoridades de diversas hierarquias encarregadas pela luta contra o narcotráfico”. Acusações graves, como se pode ver, manifestam que em um país como a Bolívia, que sempre foi produtor de cocaína, o narcotráfico também deu um salto qualitativo. É outra das razões pelas quais a viagem do ‘pluripresidente’ a Santa Marta já não pode ser a mesma que foi programada inicialmente.

Morales buscará no Papa argentino um apoio para sua posição, ou ao menos procurará vender desta maneira a sua viagem a Roma para seus compatriotas. Mas, também lança uma advertência aos “padres hierarcas da Igreja” – como ele os chama – requerendo que deem nome e sobrenome aos sujeitos que fazem parte de seu Governo e que estariam relacionados ao narcotráfico. Também inclui ameaças nada veladas: não agir assim, segundo Morales, equivaleria a “atacar o movimento indígena como no passado”. Ampliando suas acusações, Morales declarou que sentia muito que “um grupo de bispos” de seu país tenha uma “mentalidade colonial”, e adentra inclusive na história para fundamentar sua filípica: “Pensam que o Império Romano continua, que eles têm a última palavra”.

Evo acaba de sofrer uma esperada derrota no referendo sobre a possibilidade de um terceiro mandato consecutivo em nome do povo. Precisa deixar a presidência em 2018, e em quais mãos, está para se ver. Na carta pastoral, os bispos falam “Sobre narcotráfico e drogadição” e afirmam que “a economia de nosso país se nutre, em parte, de recursos provenientes do narcotráfico, o que a distorce (...). Isto falseia as condições econômicas do mercado produtivo. Uma verdadeira luta contra este mal deve atacá-lo também em seus movimentos financeiros”.

O desafio de Morales para que eles apresentem nomes não ficou sem resposta. Os interessados remetem às fontes citadas na carta pastoral: o Relatório Anual da Junta Internacional de Fiscalização de Estupefacientes (JIFE), o documento anual sobre Monitoramento e Cultivo da Coca 2014 (Uondc 2015), o Relatório sobre a Luta contra o Narcotráfico, e os Relatórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Também são citados os casos de ex-comandantes da Polícia presos por suas relações com o tráfico de cocaína e lavagem de dinheiro, e instituições como a Sociedade petrolífera estatal YPFB, “infiltrada por funcionários e prestadores de serviços vinculados ao narcotráfico”.

Na quinta-feira, 7 de abril, haverá uma resposta ao ultimatum do presidente Evo Morales, quando os acusados, vale dizer o Episcopado Boliviano em sua totalidade, se reunir para a Assembleia Plenária, na cidade de Cochabamba. O porta-voz, Edwin Bazán, antecipou que nessa oportunidade decidirão “sobre a pertinência ou não de responder o governo”.

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