Os bispos espanhóis denunciam a "desumanidade" do acordo UE -Turquia para expulsar refugiados

Mais Lidos

  • Ciclo de estudos “Inteligência Artificial e Humanidades. O pensamento crítico na era algorítmica

    Inteligência artificial e humanidades: desafios do pensamento crítico na era algorítmica

    LER MAIS
  • Inteligência artificial e o papel das humanidades. Pensamento crítico na era algorítmica. Artigo de Carl A. Raschke

    LER MAIS
  • Movimento político de viés nazifascista do Brasil dos anos 1930,  tríade integralista do século XXI mantêm-se de pé com a adição de um quarto pilar, a mentira

    Deus, Pátria, Família e Mentira: os pilares de um passado irreal e jamais realizado. Entrevista com Paulo Schiller

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

10 Março 2016

Diante do "arroubo da Europa", aparece a defesa dos valores que nos moldaram como uma civilização. Horas depois de que as organizações católicas que trabalham com os refugiados – Confer, Cáritas, Justiça e Paz e os jesuítas – mostraram sua "mais absoluta rejeição” diante do pré-acordo entre a UE e a Turquia para expulsar os refugiados da Europa, os bispos espanhóis juntaram-se à crítica e salientaram a “sua imensa dor” frente a esta medida.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 09-03-2016. A tradução é de Evlyn Louise Zilch.

"Não nos esqueçamos – sublinha em uma nota a Comissão Episcopal de Migrações – que por trás destes fluxos migratórios, em aumento contínuo, há sempre a desumanidade de um sistema econômico injusto onde o lucro prevalece sobre a dignidade", ou "a violência e a ruína geradas pela guerra, a perseguição ou a fome".

"Essas pessoas indefesas reivindicam com justiça nossa solidariedade", insistem os bispos espanhóis, que requerem "um discurso comum" na UE para "sensibilizar as nossas comunidades na defesa dos direitos dos refugiados e imigrantes e para fazer avançar o cultivo da cultura de acolhimento e integração destes irmãos".

Finalmente, os bispos fazem suas as palavras do Papa do domingo passado, convidando a "ajudar as pessoas que fogem da guerra e da violência, como as centenas de refugiados já acomodados na Itália, incluindo crianças doentes, pessoas deficientes, viúvas de guerra com filhos e idosos".