Belo Monte alaga 500 famílias não reconhecidas como atingidas

Revista ihu on-line

Gênero e violência - Um debate sobre a vulnerabilidade de mulheres e LGBTs

Edição: 507

Leia mais

Os coletivos criminais e o aparato policial. A vida na periferia sob cerco

Edição: 506

Leia mais

Giorgio Agamben e a impossibilidade de salvação da modernidade e da política moderna

Edição: 505

Leia mais

Mais Lidos

  • “Sinto-me o cardeal de Romero. Ele é um ícone da Igreja”, afirma novo purpurado de El Salvador

    LER MAIS
  • A morte anunciada (e nunca ocorrida) do neoliberalismo. Artigo de Roberto Esposito

    LER MAIS
  • Instituição católica quer indenização milionária por vídeo do Porta dos Fundos

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Por: Cesar Sanson | 04 Março 2016

Após um intenso dia de chuva em Altamira (PA), mais de 500 famílias do bairro Jardim Independente I tiveram sua comunidade alagada. As famílias, organizadas no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), denunciam que o lago da hidrelétrica está impactando diretamente o escoamento da água da chuva. Elas exigem ser reconhecidas como atingidas. 

A reportagem é publicada por MAB Amazônia, 03-03-2016. 

Segundo a Norte Energia, as famílias se encontram a 102 metros acima do nível, portanto acima do limite estabelecido pela empresa para a remoção (até 100 metros). Os moradores cobram explicações do Ibama, órgão licenciador da hidrelétrica, sobre o assunto.

“Estamos sofrendo muito no bairro, desde a construção do lago de Belo Monte a água da chuva fica acumulada embaixo das nossas casas e hoje chegou a entrar e ainda continua em várias casas”, denuncia o morador Nonato.

Aumento de mosquitos

Outro morador, Everaldo, relata que “há três meses aumentou a quantidade de mosquitos aqui no bairro e várias mães de família tiveram que tirar dinheiro da onde não têm para comprar mosquiteiro”.

José Edirnom de Souza, militante do MAB na comunidade, está preocupado com a quantidade de crianças em estado de vulnerabilidade: “enquanto que a gente vê na televisão que o Brasil todo está combatendo o mosquito da zika e dengue, a Norte Energia e Ibama estão deixando essas crianças e mulheres em estado vulnerável”.

No dia 24 de fevereiro as famílias aguardavam a presença do Ibama em reunião na comunidade para tratar dessa situação. No entanto, o representante do órgão licenciador respondeu por telefone que não participaria porque o dinheiro das passagens foi cortado.

Os atingidos acusam o governo federal de descaso e abandono e agora prometem fazer muita luta no 14 de Março, Dia Internacional de Luta contra as Barragens, para garantir o direito à moradia digna.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Belo Monte alaga 500 famílias não reconhecidas como atingidas