Ativistas calam José de Souza Martins na USP; mas eles conhecem sua história?

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03 Março 2016

Reivindicações justas do movimento negro da USP são prejudicadas pela humilhação a um professor que sempre estudou os excluídos; métodos são autoritários.

O comentário é de Alceu Luís Castilho, publicado por Outras Palavras, 29-02-2016.

Eis o comentário.

José de Souza Martins não nasceu em família rica. Trabalhava como operário enquanto, à noite, cursava Ciências Sociais na USP. Décadas depois tornou-se professor emérito, com extensa contribuição ao estudo das dinâmicas da exclusão, especialmente no campo. Bastaria mencionar um clássico: “O Cativeiro da Terra” (1979). Ou suas contribuições mundiais à reflexão sobre escravidão contemporânea. Nada disso contou na hora de ser enxovalhado por ativistas do movimento negro, no dia 17, em plena Universidade de São Paulo. Ele foi impedido de proferir a aula magna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

O método de calar a boca alheia não deveria nem ser qualificado como estratégia possível. E sim como puro autoritarismo. É condenável em qualquer situação – de Eduardo Suplicy a Yoani Sánchez, de Lula a FHC. Tamanha truculência combina melhor com atitude de fascistas. E não de movimentos sociais com causas nobres, no caso o Ocupação Preta, com o aval do DCE Livre da USP. A dificuldade de perceberem que repetem métodos opressores preocupa duplamente, já que os ativistas parecem comemorar algo que não significa nem uma vitória de Pirro. Fosse uma vitória, os fins (repito, necessários) não justificariam os meios.

Mas a escolha de Souza Martins como alvo chama a atenção pela incomensurável distração histórica. Esses ativistas cheios de certezas (algo curioso, quando se pensa na associação entre pós-modernismo e multiculturalismo) simplesmente desconhecem a biografia do professor; desconhecem sua contribuição decisiva, por exemplo, para a sociologia agrária. Ali mesmo, na Geografia da USP (ao lado do auditório onde tentaram humilhar o sociólogo), vêm da linha desenvolvida por ele pesquisas sobre a opressão no campo contra povos tradicionais, como camponeses, pescadores, quilombolas – e não somente estes últimos são negros.

Não estou dizendo que seja legítimo calar a boca de alguém em uma universidade. Do Delfim Netto, por exemplo, que deu a aula magna dias antes, na Faculdade de Economia, sem ser incomodado. E sim que a truculência, no caso de José de Souza Martins, ganha um agravante específico. E duplamente irônico, já que o penúltimo livro do sociólogo trata exatamente de linchamentos – os reais, não os virtuais. É dele, portanto, um dos principais documentos que temos sobre uma prática que atinge neste país exatamente os pobres, vítimas de certas justiças paralelas – e quem se considera de esquerda deveria temer justiças paralelas. Entre essas vítimas, claro, estão os negros.

Tudo ocorre, mais uma vez, em nome de causas legítimas. Justas. No caso, a ampliação da presença negra na USP, a reivindicação por cotas na maior universidade pública do país. Sim, uma universidade elitista. Com estruturas discriminatórias. Não soa muito hábil, porém, desqualificar os momentos de diálogo possível – como diz a nota de desagravo a Martins feita pela Congregação da FFLCH. Bem conhecemos, todos os que estudamos na USP (e não só na USP), as histórias de opressões em sala de aula, de professores que humilham, que dizem barbaridades – e que devem ser questionados sempre que se caracterizarem como opressores. Mas a ideia, afinal, é repetir as práticas ou rejeitá-las?

Alguns ativistas (e não somente de setores do movimento negro) optaram pelo chamado argumento ad hominem – o que desqualifica a pessoa, em vez de debater seus argumentos. Trata-se de um anti argumento, uma negação do debate. É utilizado nas redes sociais, muitas vezes de forma raivosa, e cada vez mais ao vivo, em desqualificações (“o omibranco”) e escrachos, sessões de esmagamento de determinados vilões de plantão (tenham eles cometido ou não algum crime ou deslize), acusados sem direito ao contraditório. Essas desqualificações não são debates intelectuais; são monólogos. Quando não, massacres.

Algo curioso desse tipo de movimentação é que se atribui a quem critica esses métodos adesão instantânea às práticas dos opressores. Como o racismo ou o machismo. Nenhum articulista estará a salvo desse reducionismo – ou dessa manipulação escancarada. Como se toda mulher e todo negro concordasse com os métodos utilizados por extremistas de determinados movimentos sociais. Ocorre que não se está aqui a criticar o direito à manifestação, e a legitimidade de se exigir uma universidade mais diversa – com negros e pobres e operários, com mais pesquisas relativas ao mundo dos excluídos e a eles dirigidas. (E não às corporações, ao poder econômico.)

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O que se abomina aqui, e sempre se criticará (embora muitos comunicadores e ativistas confortavelmente nunca se atrevam a dizer), é a multiplicação das práticas opressoras por setores específicos dos grupos que, historicamente, estão entre os primeiros a combatê-las. O que se lamenta é essa desinformação, esses quarteirões de debates arrasados, essa confusão básica entre o direito de reivindicar, protestar, pressionar, radicalizar (que a direita não reconhecerá) e o dever de causar a qualquer custo, de gerar notícias a partir do achincalhamento e da suspensão da voz dos demais – que defensores de direitos não podem avalizar. Ocupar, sim. Calar, não.

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