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Por: Jonas | 02 Março 2016

Todo o mundo parou, ontem, para observar o denominado body language do Papa e as imagens extremamente frias do encontro que teve com o presidente Mauricio Macri. E passou inadvertido um gesto com muitíssimo conteúdo de Francisco, que significou uma mudança histórica no rigoroso protocolo do Vaticano e, também, um gesto de grande respeito a Macri.

A reportagem é de Elisabetta Piqué, publicada por La Nación, 28-02-2016. A tradução é do Cepat.

Pela primeira vez na história, o protocolo do Vaticano permitiu a um presidente católico entrar, junto com sua esposa não casada na Igreja, em uma visita oficial ao Papa. A partir de uma visão argentina, pode parecer algo pequeno, mas para a Santa Sé se trata de uma mudança de costume drástica, que marca um antes e um depois e reafirma o rumo reformista do pontificado de Bergoglio.

Uma fonte bem informada do Vaticano disse que foi difícil para Francisco convencer a Secretaria de Estado desta histórica e inovadora mudança de regras do protocolo, em sintonia com os tempos.

Segundo as agora superadas – por expressa vontade de Francisco – normas de protocolo, quando um chefe de Estado visitava o Palácio Apostólico, com uma consorte casada no civil e não na Igreja, esta era cumprimentada pelo Santo Padre à parte, separada de seu marido, em outro salão. Algo que, ainda que tenha passado despercebido, não aconteceu ontem com Juliana Awada.

Elegantíssima, vestida com um rigoroso preto e com a cabeça coberta por um véu, a terceira esposa do Presidente cumprimentou o Santo Padre ao lado de seu marido, assim que terminou a reunião privada entre ambos. Então, Francisco, ontem especialmente sério, foi visto mais sorridente e carinhoso.

Macri e Awada já haviam estado com Francisco em uma reunião privada e informal na Residência Santa Marta, em setembro de 2013. Contudo, Macri ainda não era presidente, mas, sim, chefe de governo da cidade de Buenos Aires.

“Há dois anos e meio, houve um antecedente com um mandatário latino-americano que prefiro não nomear, que chegou com sua esposa casada no civil, já que ainda não havia obtido a nulidade do primeiro matrimônio. E o Pontífice se sentiu muito mal quando pelo protocolo se viu obrigado a cumprimentar a mulher separadamente, em outro salão”, conta ao jornal La Nación uma fonte do Vaticano bem informada. “Pareceu-lhe injusto e começou a amadurecer esta ideia de mudar o protocolo, coisa que aconteceu pela primeira vez, hoje, com Macri”, acrescentou.

Para além deste detalhe, no Vaticano reinava grande satisfação por uma visita “positiva”, “muito correta”, com muito conteúdo e sem reclamações, que pareceu abrir uma nova etapa, marcada por uma volta à normalidade na gestão da relação bilateral.

Para trás ficaram quase três anos de exageros, comitivas muito “latino-americanas” diante dos olhos curiais, muito numerosas e barulhentas, com reuniões fora de todo protocolo, na Residência Santa Marta, e excessivamente longas, ao final das quais o próprio Papa confessou se sentir “usado”.

Neste sentido, ontem, era evidente o clima diferente, sóbrio e institucional que se respirou no Palácio Apostólico do Vaticano, um lugar que não significa frieza ao compará-lo com a residência Santa Marta, mas, ao contrário, “um tratamento de maior hierarquia, ao máximo”, explicavam no Vaticano. Ali, os gentis-homens de fraque que, como manda a tradição, receberam o Presidente no Pátio de São Dâmaso e o acompanharam, como indica o cerimonial, até a biblioteca do segundo piso, ficaram impactados com a beleza e fineza de Juliana Awada.

“A comitiva foi muito protocolar. Desta vez, não foi uma reunião entre dois argentinos, mas, ao contrário, entre dois chefes de Estado”, destacou ao jornal La Nación um monsenhor da Secretaria de Estado. O prelado também minimizou esse body language frio, muito formal, do ex-arcebispo de Buenos Aires. “Em todas as fotos oficiais a expressão facial do Papa é a mesma”, afirmou.

Neste marco, o comunicado do Vaticano que destacou o encontro e detalhou os temas de mútuo interesse abordados não por acaso, enfatizou “o bom estado das relações bilaterais entre a Santa Sé e a República Argentina”. Ter inserido no comunicado essa frase, segundo explicaram ao jornal La Nación fontes da Secretaria de Estado, teve um objetivo preciso: desmontar “essa montanha de especulações que são tecidas na Argentina sobre supostas guerras frias do Papa contra Macri e demais ilações surgidas nesse sentido, nos últimos tempos”.

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