A humanidade precisa mudar o estilo de vida para não se destruir, diz arcebispo de Manaus

Revista ihu on-line

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Mais Lidos

  • Irmã Dulce, símbolo de um Brasil que está se esquecendo dos pobres. Artigo de Juan Arias

    LER MAIS
  • Aos 15 anos da morte do filósofo francês Jacques Derrida, o último subversivo

    LER MAIS
  • “A ética do cuidado é um contrapeso ao neoliberalismo”. Entrevista com Helen Kohlen

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

25 Fevereiro 2016

O mundo vive uma crise ética e é preciso redescobrir valores, algo necessário para a sobrevivência da própria raça humana. Esse foi o tom da palestra do Arcebispo Metropolitano de Manaus Dom Sérgio Castriani, nesta terça-feira (23), em reunião do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (Geea) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).

A reportagem é de Cimone Barros, publicada por Inpa, 24-02-2016.

Nascido em Regente Feijó (SP), Castriani está há 38 anos na Amazônia. Na palestra sobre “Ética e Cidadania – de onde viemos e para onde vamos”, o chefe da Igreja Católica em Manaus falou sobre as experiências vividas e observadas das realidades do interior e das cidades amazônicas, além do próprio conceito de ética, cidadania, da crise que existe nessa área, e de princípios cristãos.

“Chegamos a uma situação limite: ou a humanidade muda o seu estilo de vida, o seu comportamento, ou ela se destroi. O nosso grande desafio é ela mudar o seu estilo de vida”, disse Castriani para quem o cientista amazônico deve estar a serviço da população, da qualidade de vida e da vida plena.

A mudança passa por viver com menos energia, menos consumo e mais fraternidade, partilha e justiça. “Nisso as populações ribeirinhas e indígenas, por exemplo, têm muito a nos ensinar, especialmente em termos de empoderamento, organização e conservação”, destaca o arcebispo.

Para Castriani, dentro da crise ética, moral e da permissividade, tem-se um problema do fundamentalismo. Segundo ele, nesse contexto, as pessoas reagem querendo segurança, e algumas pessoas encontram uma falsa segurança quando absolutizam a sua verdade e não admitem a verdade do outro.

“Isso acontece com os fundamentalistas islâmicos, como está ocorrendo com o Estado Islâmico. No Brasil, há grupos que diabolizam o outro. O outro é a face do mal, é o pecado. Para uma afirmação minha, preciso destruir o outro”, conta.

O Geea é um grupo multidisciplinar de pessoas interessadas na Amazônia, no desenvolvimento sustentável da região e na promoção do ser humano. É formado por cientistas, professores, empresários, poetas, religiosos e gestores que se reúnem a cada dois meses para debater um tema previamente escolhido e apresentado por uma autoridade no assunto. Em 2011, o então Arcebispo de Manaus, Dom Luiz Soares Vieira, falou sobre Ciência e Religião.

“Falamos muito na ciência que temos de cuidar da floresta, dos peixes, da água, mas temos que cuidar, sobretudo, do homem. Acho que esse é o recado do arcebispo como um grande humanista”, disse o secretário-executivo do Geea, o pesquisador Geraldo Mendes.

Para o diretor do Inpa, Luiz Renato de França, a riqueza do Geea está nos temas que são amplos e diversificados. “O que o arcebispo falou são coisas universais, porque ética e cidadania é um tema sempre atual. E hoje têm muitos aspectos ligados à ética que estão relacionados ao mundo globalizado, como o fundamentalismo e o poder econômico”, destacou.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A humanidade precisa mudar o estilo de vida para não se destruir, diz arcebispo de Manaus - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV