Consumo de agrotóxicos no Rio de Janeiro aumenta quase 5.000% em três anos

Revista ihu on-line

“Raízes do Brasil” – 80 anos. Perguntas sobre a nossa sanidade e saúde democráticas

Edição: 498

Leia mais

Desmilitarização. O Brasil precisa debater a herança da ditadura no sistema policial

Edição: 497

Leia mais

Morte. Uma experiência cada vez mais hermética e pasteurizada

Edição: 496

Leia mais

Mais Lidos

  • A academia e seus comportamentos patológicos

    LER MAIS
  • Assustado com Donald Trump? Você não sabe a metade

    LER MAIS
  • Do Big Bang à expansão infinita: início explosivo e fim silencioso. A ciência de Georges Lemaît

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

17 Fevereiro 2016

Você sabia que o estado do Rio de Janeiro ocupa o décimo lugar no ranking de estados que mais consomem agrotóxicos no país? Se você não sabia, assuste-se! Este número não é verdadeiro, muito provavelmente, segundo pesquisadores, o Rio de Janeiro é o terceiro em consumo de produtos com agrotóxicos, tudo porque não há uma notificação adequada dos casos de intoxicação por agrotóxicos.

A reportagem foi publicada por Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), 16-02-2016.

Para se ter uma ideia do problema entre 2009 e 2010, o povo fluminense consumia 3,40 kg de agrotóxicos por hectare (ha) pulando para 125,08 kg/ha. Em 2012, esse número saltou para 151,01 kg/ha - quase 5.000% de aumento de 2009 para 2012!

De acordo com o “Panorama da Contaminação Ambiental por Agrotóxicos e Nitrato de origem Agrícola no Brasil”, publicado em 2014 pela Embrapa, há na região serrana do Rio de Janeiro “a presença constante de situações de risco de contaminação ambiental por agrotóxicos”. O documento destaca a contaminação da água por estas substâncias, especialmente em áreas com cultivo de tomates (uma pesquisa realizada em Paty do Alferes encontrou contaminação em 70% dos pontos hídricos pesquisados). A publicação destaca ainda dois estudos realizados em Nova Friburgo: um detectou que a presença de agrotóxicos no ambiente, em especial nos rios, impacta na fauna local; enquanto outro encontrou concentrações de agrotóxicos em valores até oito vezes acima do limite permitido pela legislação brasileira, em áreas onde a atividade agrícola era mais intensiva – com as lavouras chegando até às margens do rio.

O consumo intensivo de agrotóxicos está concentrado nas monoculturas de cana-de-açúcar no norte do estado e na oleicultura [tomate, pimentão e tubérculos diversos] da região serrana, alimentos que são escoados para a Ceasa e abastecem a região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro.

Esses dados e outras informações estão disponíveis na sexta matéria da série “Agrotóxicos: a história por trás dos números”, realizada pelo Icict/Fiocruz, intitulada "Consumo intensivo de agrotóxicos no Rio de Janeiro revela cenário de intoxicações 'invisíveis'”.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Consumo de agrotóxicos no Rio de Janeiro aumenta quase 5.000% em três anos