"Os ortodoxos continuam sendo hereges." Entrevista com o cardeal Velasio De Paolis

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15 Fevereiro 2016

"O encontro em Cuba é um passo histórico no ecumenismo, mas, sob o perfil doutrinal, quem não reconhece o dogma do primado papal continua sendo cismático e herético." O cardeal canonista Velasio De Paolis, membro da Signatura Apostólica, cita a Pastor aeternus e o Concílio de 1870.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no jornal La Stampa, 14-02-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

O senhor não vê desenvolvimentos possíveis?

A conversa entre Francisco e Kirill vai favorecer o diálogo, mas não é uma virada de página sobre a doutrina. Mesmo para a constituição dogmática Lumen gentium, de 1964, foi-se obrigado a professar uma continuidade histórica entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja Católica. A única Igreja de Cristo é a Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele.

Isto é, o obstáculo é um dogma?

As diferenças não dizem respeito apenas à falta de reconhecimento por parte dos ortodoxos do dogma do primado papal e a interpretação diferente da Imaculada Conceição de Maria. Há também a questão do clero casado. No ano 2000, a declaração Dominus Iesus confirmou como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por Ele fundada. É um período delicado para o ecumenismo: as Igrejas ortodoxas estão empenhadas no Sínodo pan-ortodoxo.

É doutrina ou diplomacia?

Tradicionalmente, os ortodoxos russos não aceitam nenhum primado de Roma, do ponto de vista teológico. Na conversa, Francisco e Kirill revisaram os quadrantes críticos, da Ucrânia ao Oriente Médio, sobre os quais já havia surgido uma convergência entre a Santa Sé e o Patriarcado de Moscou. O ecumenismo itinerante deve levar em conta os pilares da fé. O horizonte é geopolítico, não diz respeito apenas ao diálogo entre confissões. A árvore será reconhecida pelos frutos.

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