Cardeal pede frear a chegada de refugiados à Alemanha

Revista ihu on-line

SUS por um fio. De sistema público e universal de saúde a simples negócio

Edição: 491

Leia mais

A volta do fascismo e a intolerância como fundamento político

Edição: 490

Leia mais

Maria de Magdala. Apóstola dos Apóstolos

Edição: 489

Leia mais

Mais Lidos

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

11 Fevereiro 2016

A Igreja católica pediu para “reduzir o número de refugiados” acolhidos na Alemanha, numa entrevista publicada sábado na imprensa alemã. “Precisamos reduzir o número de refugiados na Alemanha”, declarou o presidente da Conferência episcopal, o cardeal Reinhard Marx, numa entrevista difundida pelo periódico regional Passauer Neue Presse.

A informação é publicada por Religión Digital, 07-02-2016. A tradução é de Benno Dischinger.

“A Alemanha não pode acolher todos os necessitados do mundo”, agregou Marx, e pediu que neste caso não se tomasse em conta somente “a caridade, senão também a razão”.

A Alemanha anunciou no fim do mês novas restrições ao direito de asilo para reduzir a chegada de refugiados na primavera.

O objetivo destas medidas é preparar o terreno para uma redução “tangível” do fluxo migratório, após a chegada ao país de mais de um milhão de migrantes em 2015.

Este progressivo endurecimento se produz enquanto a Alemanha aparece na Europa como o único destino para centenas de milhares de migrantes. A Suécia e a Finlândia anunciaram sua decisão de querer expulsar dezenas de milhares de migrantes chegados em 2015; a Holanda espera reenviá-los à Grécia, enquanto a Macedônia, a Croácia e a Sérvia só querem deixar passar quem tenha como destino a Áustria ou a Alemanha. Na Dinamarca, um texto aprovado por maioria no parlamento prevê confiscar os efetivos de valor dos migrantes, diminuir seus direitos sociais e limitar a reagrupação familiar.

Uns 30 mil refugiados sírios, iraquianos e afegãos continuaram tomando a rota dos Bálcãs em janeiro, segundo a Organização Internacional das Migrações (OIM).

Por sua parte, os ministros do interior francês e alemão estimaram na sexta-feira, na Grécia, que urge frear a chegada de migrantes da Turquia para a União Europeia (UE).