Padres argentinos pedem ao Papa que não receba Macri enquanto não libertar a ativista Milagro Sala

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Por: Jonas | 03 Fevereiro 2016

Um grupo de padres celebrou uma missa na Praça de Maio. “Temos uma irmã presa, presa política”, afirmou o padre De la Serna. O bispo Lozano, da Pastoral Social, também apoiou. Um grupo da Igreja Católica na Argentina se expressou em apoio à detida ativista kirchnerista Milagro Sala, presa por associação ilícita e acusada de desvio de fundos e narcotráfico.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 01-02-2016. A tradução é do Cepat.

Além disso, advertiu que pedirão ao papa Francisco para que não receba o presidente Mauricio Macri enquanto não a libertar da prisão, em Jujuy.

Trata-se do grupo identificado como Sacerdotes em Opção pelos Pobres, que realizaram uma missa na Praça de Maio, onde lançaram duríssimas críticas contra o governo de Macri e questionamentos semelhantes aos expressados por referências políticas da Frente para a Vitória.

De fato, quem encabeçou a cerimônia religiosa foi o principal dirigente desse agrupamento político-eclesiástico, o padre Eduardo De la Serna, também conhecido por participar em mais de uma oportunidade do programa de propaganda 678, que era transmitido pelo Canal 7, durante o governo de Cristina Kirchner.

No entanto, tanto a missa de apoio como as palavras expressadas pelos padres não foram as únicas surgidas de setores eclesiásticos preferidos pelo papa Francisco. Também o presidente da Comissão de Pastoral Social, Jorge Lozano, que foi adjunto do Santo Padre, quando era Jorge Bergoglio, teve palavras de apoio a Milagro Sala. Trata-se de um choque inesperado com o poder político, a menos de um mês do encontro que está previsto para o dia 27 de fevereiro, entre o Sumo Pontífice e Macri.

“Querendo ou não, Milagro é sua irmã”, afirmou Eduardo de la Serna e acrescentou: “Temos uma irmã presa, presa política. Façamos chegar ao papa Francisco o pedido de não receber Macri enquanto não libertar Milagro”. Além dos padres, na cerimônia realizada em uma barraca montada em plena Praça de Maio, foi possível ver Emilio Pérsico e outros dirigentes políticos kirchneristas que apoiam Milagro Sala.

Jesus foi ungido para libertar e proteger os pobres. Aos executivos dizemos: ‘queremos uma pátria em que o pão, o trabalho, a dignidade e os direitos humanos sejam para todos”, afirmou o padre De la Serna, segundo reproduziu o jornal Página/12, enquanto um de seus colegas, de nome Ignacio Blanco, advertiu: “Este Governo ameaça a paz social”.

Junto com a missa de sábado, ontem, o presidente da Pastoral Social da Conferência Episcopal Argentina, Jorge Lozano, falou de “sutil xenofobia” e deu um apoio tácito a Milagro Sala, ainda que tenha evitado definições contundentes. “Nessas semanas, vi nas redes sociais e também em algum programa jornalístico uma espécie de demonização das organizações sociais e um tratamento hostil para com alguns de seus dirigentes”, disse.

Em uma entrevista pela Rádio Cooperativa com o ex-embaixador kirchnerista no Vaticano, Eduardo Valdés, o bispo considerou “injusto” seu tratamento nas redes, já “que ninguém confere e são de duvidosa credibilidade”, e ressaltou que – em sua avaliação – os movimentos populares “cumprem um papel importante na vida da comunidade em geral, sustentando empreendimentos trabalhistas e de autoconstrução de moradias, de qualidade de vida”, entre outras.

“Sempre há coisas para melhorar em tudo, mas isso não significa que seja necessário apagar a tarefa que desenvolvem”, afirmou. Desta maneira, o bispo de Gualeguaychú fez referência a uma carta que publicou na sexta-feira passada, no jornal La Nación, em defesa dos movimentos sociais, no marco da polêmica pela prisão na província de Jujuy da líder de Tupac Amaru, Milagro Sala.

Na carta, o religioso ressaltou a função cumprida por estas organizações durante a crise econômica social de 2001 e solicitou para que não se caia “no que o papa Francisco chama de ‘sutil xenofobia’, debaixo da nobre roupagem de luta contra a corrupção ou o clientelismo”. “O país foi mais prejudicado por pessoas ineptas e imorais com importantes títulos acadêmicos do que por dirigentes humildes”, disse o prelado em referência a servidores processados por crimes econômicos.

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