231 crianças foram abusadas em coro católico, em Regensburg, na Alemanha

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11 Janeiro 2016

Mais de 200 crianças podem ter sido abusadas, algumas delas sexualmente, por adultos que trabalharam num coro infantil católico no sul da Alemanha, disse no último dia 8 um advogado encarregado de investigar as alegações.

A reportagem foi publicada por Sun Herald, 08-01-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Ulrich Weber afirmou que as 231 supostas vítimas incluem 50 que fizeram acusações “plausíveis” de abuso sexual no coro de meninos Regensburger Domspatzen e em duas escolas associadas entre os anos de 1953 e 1992.

Weber, contratado pela Diocese de Regensburg, disse que o ex-maestro do Domspatzen, Georg Ratzinger, deve ter conhecimento de, pelo menos, alguns dos abusos. Ratzinger, o irmão mais velho do Papa Emérito Bento XVI, já havia anteriormente negado saber dos incidentes.

As acusações de abuso em questão vieram à tona a alguns anos atrás, numa época em que a forma de lidar da Igreja Católica com casos do tipo estava sendo amplamente investigada após uma série de acusações que envolveram pessoas do alto escalão da Igreja na Europa e nos EUA.

Weber disse ainda que a sua investigação, que durou oito meses, contou com entrevistas com mais de 140 pessoas, incluindo 70 supostas vítimas. Ele concluiu que quase um terço de todas as crianças das duas principais escolas que cediam cantores para o coral, uma em Etterzhausen e a outra em Pielenhofen, sofreu alguma forma de abuso. 

Segundo ele, as investidas sexuais iam desde carícias até o estupro.

“Os eventos eram conhecidos internamente e foram criticados, mas não tiveram quase nenhuma consequência”, acrescentou o advogado.

Hoje, a maior parte dos supostos crimes ultrapassou o estatuto das limitações, estando prescritos para queixas criminais.

A diocese publicou um relatório provisório em seu sítio eletrônico também no dia 8 de janeiro, juntamente com um sermão dado a um ano atrás por Dom Rudolf Voderholzer em que manifestava tristeza pelos abusos que as crianças supostamente sofreram.

A diocese havia anteriormente oferecido pagar 2.500 euros em danos a cada uma das vítimas.

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