Patriarca de Jerusalém: “Árvores apagadas no Natal pelas vítimas da violência”

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Por: André | 18 Dezembro 2015

Há muito tempo, infelizmente, em Belém não se veem celebrações de Natal sem o coração oprimido pelas guerras ou pela violência. Mas este ano, a intifada das facas (que prossegue sem mais ser notícia nos jornais do mundo) e todos os capítulos dessa “Guerra Mundial em capítulos” no Oriente Médio tornam a situação muito mais crítica. Então, as palavras do Patriarca Latino de Jerusalém, Fouad Twal, tomam tons graves na mensagem de Natal, que foi divulgada nesta quarta-feira, 16 de dezembro, em Jerusalém.

A reportagem é de Giorgio Bernardelli e publicada por Vatican Insider, 16-12-2015. A tradução é de André Langer.

Palavras cheias de cansaço e de desespero diante do sangue que segue sendo derramado. E que a Igreja da Terra Santa decidiu recordar com dois gestos eloquentes: “a situação atual sugere que se limitem os aspectos mais chamativos das celebrações de Natal em favor de um aprofundamento do seu significado espiritual. Por esta razão, convidamos todas as Paróquias para apagarem as luzes das árvores de Natal durante 5 minutos, como sinal de solidariedade com todas as vítimas da violência e do terrorismo. Do mesmo modo, a missa de Natal seja oferecida pelas vítimas e suas famílias, para que possam retomar a coragem e participar da alegria e da paz do Natal”.

O luto no mesmo lugar em que se celebra o nascimento de Jesus. Este é o paradoxo em que vivem os cristãos do Oriente Médio, mas também a fé no único caminho que pode verdadeiramente mudar a situação. “Quanta dor ver, uma vez mais, a nossa amada Terra Santa no círculo infernal da violência – diz o Patriarca Twal. O sofrimento dos povos desta terra é o nosso sofrimento, não podemos ignorar. Já temos muito. Estamos cansados com este conflito e ver a Terra Santa ensanguentada”.

Uma mensagem muito clara dirigida aos líderes de Israel e da Palestina: “Basta de adiamentos, basta de hesitações e falsos pretextos! Respeitem as resoluções internacionais, ouçam a voz de seus povos que desejam a paz e trabalhem pelo interesse deles. Cada um dos dois povos da Terra Santa tem o direito à dignidade, a um Estado independente e a uma segurança duradoura”.

Twal também foi muito enfático em sua denúncia contra a atitude da comunidade internacional para com os conflitos que sacodem a região: “Estamos diante do absurdo e da hipocrisia mais totais: fala-se, por um lado, de diálogo, de justiça, de paz, e promove-se, por outro lado, a venda de armas aos beligerantes. Nós dizemos a estes traficantes de armas inescrupulosos e sem consciência: convertam-se!”

“A resposta militar e o uso da força não podem resolver os problemas da humanidade”, lembrou o Patriarca latino de Jerusalém, que indicou também a via contrária da política: a da misericórdia anunciada pelo Jubileu. “A misericórdia é um ato político por excelência, com a condição de considerar a política em seu sentido mais nobre, ou seja, encarregar-se da família humana a partir dos valores éticos, dos quais a misericórdia é um elemento fundamental, que se opõe à violência, à opressão, à injustiça e ao espírito de submissão”.

Por fim, faz um convite aos peregrinos para que não abandonem a Terra Santa, mas continuem a visitá-la, sobretudo durante este Ano Santo. “Não devem ter medo de vir. Apesar da tensa situação, nesta terra, suas estradas não apresentam perigos”. No domingo passado, Twal abriu a Porta Santa de Jerusalém, no Getsêmani, o horto das oliveiras descrito na Paixão de Jesus. Sobre a Porta foi colocada simbolicamente uma cruz para indicar a via que Jesus percorreu nesse lugar, para viver até o fundo a misericórdia.

“O nascimento de Cristo – concluiu o Patriarca – é sinal da misericórdia do Pai e promessa de alegria para todos nós. Que esta mensagem ilumine o nosso mundo ferido, console os aflitos e os oprimidos e converta o coração dos violentos”.

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