A primeira missa do novo arcebispo de Bolonha: "Agradeçam ao Papa Francisco"

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15 Dezembro 2015

"Preparemos um almoço de Natal onde haja espaço também para alguém que não o tem, convidemos para a mesa naquele dia quem está sozinho, o vizinho de casa que não tem ninguém." É a exortação de Matteo Zuppi aos bolonheses na sua primeira missa comum na catedral.

A reportagem é de Ilaria Venturi, publicada no jornal La Repubblica – Bologna, 14-12-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A igreja está lotada, o novo arcebispo rompe o protocolo, se apresenta primeiro nas Vésperas, optam, como informam na Cúria, que vai celebrar a missa todas as manhãs na catedral de San Pietro às 7h30, sempre que os compromissos permitirem, e que a Via Altabella se resigne: nada de homilias escritas com antecedência.

Também durante a celebração episcopal no terceiro domingo do Advento, ele desce para dar a paz às pessoas na primeira fila, para, no fim, para falar com todos. O padre Matteo aperta mãos, faz piadas: "Me deram o solidéu de Biffi esperando que funcione". E aos muitos que o agradecem ele diz: "Agradeçam ao Papa Francisco".

O estilo do novo arcebispo de Bolonha mantém a promessa que ele mesmo fez de um novo e imprevisível início. Um ingresso na cidade no qual estiveram envolvidos 130 policiais no longo programa de visitas, marcado, nestes tempos, pelo alerta de terrorismo.

A homilia começa pela pergunta da multidão a João Batista, no Evangelho de Lucas: o que devemos fazer? "E a resposta não é que não há nada a se fazer, o que, às vezes, nós pensamos dos outros e até de nós mesmos, mas de esperança."

O pensamento de Zuppi vai aos presos que ele encontrou na prisão de Castelfranco de manhã. "Chamam-na de reabilitação, quando a ficha não tem crimes." Em palavras de fé, "a misericórdia – esclarece – não deve ser confundida com bondade barata."

Portanto "dar a quem não tem, porque ninguém é tão pobre que não possa ajudar alguém que está pior do que ele". E ainda: "Se ríssemos mais de nós mesmos, se conseguíssemos levar a nós mesmos um pouco na brincadeira, desmontaríamos pedestais e convicções. E realmente encontraríamos a nós mesmos".

A missa termina e muitos o detêm, começam os aplausos. E ele se informa. Com um casal de namorados: "Há quanto tempo vocês estão juntos?". A uma criança ele pergunta o que o time de Bolonha fez no sábado e brinca: "Você sabia que os meus padres sabiam o resultado antes do fim da missa em São Petrônio?".

Nesse domingo, Zuppi foi ao Colégio Malpighi. Nessa segunda, o seu dia, que terminará na prefeitura, começou a partir de outra escola, o Instituto San Vincenzo de' Paoli, com o ministro Gian Luca Galletti. Às 17 horas, ele esteve nas "Leituras Dossetti 2015", no oratório de San Filippo Neri, onde o ministro Graziano Delrio proferiu a conferência "A expectativa das pessoas pobres". Às 18 horas, abençoou o presépio da prefeitura, com o prefeito Virginio Merola que repetiu nesse domingo: "Tenho certeza de que, com Dom Zuppi, trabalharemos bem juntos". Mas acrescentou: "O bispo não deve ser puxado pelo casaco ou rotulado como de esquerda ou de direita". O que importa, para Merola, é a mensagem que "pode ajudar Bolonha a ser a cidade acolhedora que aspira a ser".

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