A contemporaneidade do Concílio Vaticano II

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11 Dezembro 2015

Pela primeira vez traduzida para o português, obra do teólogo Christoph Theobald analisa o legado da experiência conciliar e traça pistas para entender a Igreja de hoje

Na data que marca os 50 anos de realização do Concílio Vaticano II, 09-12-2015, na última quarta-feira, foi promovida a cerimônia de lançamento do livro A recepção do Concílio Vaticano II: Volume I. Acesso à fonte (São Leopoldo: Unisinos, 2015), na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – Instituto Humanitas Unisinos, campus São Leopoldo. Escrita pelo teólogo e jesuíta Christoph Theobald, a obra, publicada originalmente em francês com o título La Réception du Concile Vatican II: Accéder à la source I (Paris: Cerf, 2009), está sendo lançada pela primeira vez no Brasil em língua portuguesa. Trata-se do primeiro volume. O segundo volume está sendo elaborado pelo teólogo alemão, radicado na França.

Reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino
Foto: Leslie Chaves/IHU
As discussões trazidas por Theobald abordam o evento eclesial mais importante do século XX e um dos mais significativos da contemporaneidade. O reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino, que participou da cerimônia de lançamento do livro, destacou a relevância da experiência conciliar na trajetória do catolicismo no mundo e como ela se preserva viva nos dias de hoje. “O Concílio Vaticano II foi ecumênico de fato. Neste encontro, a estrutura sinodal da Igreja Católica foi potencializada, experiência hoje promovida intensamente pelo Papa Francisco, que também agrega novos elementos à fé cristã na era da globalização. No Vaticano II ainda se destaca a estruturação da Igreja dos Pobres, que tem na Teologia do Povo sua base. Mais recentemente, vemos o Papa Francisco levar a diante essa ideia pregando a Teologia do Povo. Assim, podemos ficar esperançosos, pois vemos o legado do Concílio Vaticano II sendo concretizado”, frisa.

E completa: “É uma honra para a Unisinos estabelecer um diálogo fecundo com esse novo começo do Vaticano II e na construção de novas agendas que deem conta das grandes questões da humanidade atualmente”.

O professor do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Unisinos, José Roque Junges, durante o evento tratou de alguns pontos da obra de Christoph Theobald, contextualizando no tempo e no âmbito da atuação da Igreja a relevância do Concílio Vaticano II e do tipo de abordagem realizada pelo teólogo no livro. Junges começou definindo a noção de recepção, presente já no título da obra. “A ideia de recepção na teologia tem um sentido diferente. Refere-se a um processo de apreensão e maturação dos pensamentos para colocá-los em prática. Nesse sentido, o Concílio Vaticano II ainda não foi totalmente recebido, porém vemos uma nova fase com a atuação do Papa Francisco, que é a expressão dessa recepção”, explica.

Professor da Unisinos José Roque Junges
Foto: Leslie Chaves/IHU
De acordo com o professor, o Vaticano II simultaneamente representa duas faces opostas. “O Concílio Vaticano II é especial porque antes dele, em outros encontros eclesiais, a Igreja sempre buscou defrontar-se com alguma heresia ou explicar algum aspecto da fé, com o intuito de definir verdades e delimitar as coisas. O Vaticano II foi totalmente diferente e representa tanto ruptura, quanto continuidade na Igreja. É uma continuidade porque aborda a verdade cristã, mas também representa uma ruptura ao enfatizar a pastoralidade na expressão da fé. A pastoralidade é a chave de leitura para o Concílio II, segundo a qual a doutrina deve ser transmitida para a felicidade e não para a condenação. As atitudes de Francisco expressam muito bem esse entendimento. A abordagem do livro de Theobald também apresenta essa perspectiva”, analisa.

Para Junges, A recepção do Concílio Vaticano II: Volume I. Acesso à fonte inaugura uma etapa à frente nas pesquisas sobre o tema. “Obras anteriores sobre o Concílio Vaticano II buscavam resgatar a parte histórica. Theobald toma o Concílio como um corpus teológico, doutrinal. A grandiosidade de sua obra está em apontar para uma nova fase nos estudos do Concílio, de histórica à teológica, como corpus doutrinal”, ressalta. E chama a atenção: “Francisco é a máxima expressão da recepção do Vaticano II”. Além do acurado trabalho de pesquisa, certamente essa aproximação dos gestos do Papa com a obra de Theobald está entre as principais motivações que conquistam os leitores que buscam entendimento do lado pastoril da Igreja em saída, que têm se intensificado nesse pontificado.

Medium

Sobre o Concílio Vaticano II o Instituto Humanitas Unisinos - IHU reuniu uma série de publicações, entrevistas, notícias e pesquisas em um Medium especialmente dedicado ao tema, que resultou em um guia de leitura sobre diversos aspectos da experiência conciliar. O Medium é uma plataforma disponível na internet que possibilita agrupar conteúdos em diversos tipos de formatos, como textos, imagens, áudios e vídeos, compondo um espaço dinâmico e interativo de compartilhar informações.

Sistematização

Nas Notícias do Dia, de 09-12-2015, no sítio do IHU, também está disponível um compêndio contendo todas as edições dos Cadernos Teologia Pública que abordaram diversos olhares acerca do Vaticano II.

Por Leslie Chaves

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