O Papa Francisco visitará a Sinagoga de Roma no dia 17 de janeiro

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Por: André | 18 Novembro 2015

O Papa Francisco visitará a Sinagoga de Roma no dia 17 de janeiro de 2016, domingo, à tarde. É o terceiro pontífice, depois de João Paulo II, em 1986, e de Bento XVI, em 2010, a visitar o templo maior da comunidade hebraica romana.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 17-11-2015. A tradução é de André Langer.

“Após o convite do rabino e da Comunidade Hebraica de Roma, o Papa Francisco se dirigirá em visita ao Templo Maior no domingo, 17 de janeiro de 2016, à tarde”, comunicaram simultaneamente a Sala de Imprensa da Santa Sé e a comunidade judaica de Roma. “A visita terá como característica principal o encontro pessoal do Papa com os representantes do judaísmo e os membros da comunidade. O programa mais detalhado da visita será comunicado em seu devido momento”.

A nota conjunta recorda que se trata da terceira visita de um Papa ao Templo Maior de Roma. O primeiro Papa a visitar a sinagoga e a comunidade hebraica romana (presente desde antes do nascimento de Jesus) foi João Paulo II, que, no dia 13 de abril de 1986, foi recebido pelo histórico rabino Elio Toaff. No dia 17 de janeiro de 2010, foi Bento XVI quem visitou a sinagoga, e foi recebido pelo rabino Riccardo Di Segni, o mesmo que receberá o Papa Francisco no próximo dia 17 de janeiro de 2016.

As relações de Jorge Mario Bergoglio com a comunidade hebraica são muito cordiais desde quando era arcebispo de Buenos Aires. Uma longa amizade o une ao rabino argentino Abraham Skorka, que acompanhou Francisco em sua visita a Jerusalém em 2014, além de outro amigo argentino, o muçulmano Omar Abboud.

O rabino Di Segni, por sua vez, em uma recente entrevista concedida ao jornal italiano L’Espresso, disse palavras de apreço por Francisco, embora não isentas de algumas críticas: “Ele volta a propor a ideia de que, com a chegada de Jesus, o Deus do Antigo Testamento mudou: primeiro era severo e vingativo, depois converteu-se no Deus do amor. Então, os hebreus são justicialistas e os cristãos bons e misericordiosos. É uma aberração teológica muito antiga, que permanece como uma espécie de doença infantil do cristianismo”.

Francisco, disse o rabino da comunidade romana, é “um Papa muito interessante, com o qual se pode dialogar”, mas “continuar usando, como faz o Papa, o termo ‘fariseus’ com uma conotação pejorativa pode reforçar o preconceito de um público não preparado”.

Di Segni disse que manifestou esta perplexidade ao Papa, em um encontro que ocorreu há alguns meses, e indicou que o Papa teria lhe respondido: “Entendo perfeitamente. Eu sou jesuíta e a palavra ‘jesuíta’ também provoca um efeito ruim”. “Vi – disse o rabino romano – que depois ficou muito mais atento”. Recordando os 50 anos da Declaração conciliar Nostra Aetate, em outubro deste ano, o Papa destacou a “verdadeira transformação que a relação entre cristãos e hebreus teve nestes 50 anos”. “A indiferença e a oposição transformaram-se em colaboração e benevolência. De inimigos e estranhos, nos convertemos em amigos e irmãos. O Concílio, com a Declaração Nostra Aetate, traçou o caminho: ‘Sim’ à redescoberta das raízes hebraicas do cristianismo; ‘Não’ a qualquer forma de antissemitismo e condenação de qualquer injúria, discriminação e perseguição que dele derivam”.

Fabio Perugia, o porta-voz da comunidade hebraica de Roma, indicou: “não será uma visita institucional nem engessada; ele se reunirá com as pessoas e com ex-deportados”.

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