Um jesuíta brasileiro e um libanês recebem o Prêmio Ratzinger 2015

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Por: André | 17 Novembro 2015

O Prêmio Ratzinger 2015 foi concedido aos teólogos Mario de França Miranda (Brasil) e Nabil el-Khoury (Líbano). O anúncio foi feito pelo arcebispo Luis Francisco Ladaria Ferrer, S.J., membro do Comitê Científico da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger-Bento XVI, durante a coletiva de imprensa que aconteceu na manhã desta segunda-feira na Sala de Imprensa do Vaticano. Também participaram da apresentação monsenhor Giuseppe A. Scotti, presidente da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger-Bento XVI, e o professor Pietro Luca Azzaro, secretário-executivo da Fundação e tradutor da Opera Omnia de Joseph Ratzinger.

A reportagem é publicada por Zenit, 16-11-2015. A tradução é de André Langer.

Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, S.J., explicou que com a escolha destes dois teólogos, “a Fundação alarga, por assim dizer, ainda mais seus horizontes”. A propósito das nacionalidades dos premiados, recordou que “a América Latina deu à Igreja o primeiro Papa não europeu e com isto a Igreja católica ofereceu uma nova e claríssima prova de sua catolicidade”. A importância do Oriente para a Igreja – acrescentou – foi repetidamente destacada pelo Papa São João Paulo II, que gostava de dizer que a Igreja católica deve respirar com dois pulmões, Oriente e Ocidente, e na Carta Apostólica Orientale Lumen destacou a necessidade de um grande conhecimento recíproco destas duas grandes tradições.

O professor Nabil el-Khoury, depois de fazer o seu doutorado em Tubingen sobre Santo Efrém o Sírio, ensinou na Universidade Libanesa em Beirute e como professor enviado em muitas universidades da Alemanha. Entre as suas publicações destacam-se as suas traduções para o árabe das obras de Joseph Ratzinger-Bento XVI.

O professor Mario de França Miranda fez o doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana e ensinou Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, na Faculdade de Teologia da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte, e, finalmente, de novo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Sua ampla bibliografia compreende 14 livros e mais de 100 artigos. Foi membro, entre outros cargos que exerceu, durante dois quinquênios da Comissão Teológica Internacional, no período em que o então cardeal Ratzinger era o seu presidente como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Com estas duas figuras – disse dom Ladaria – enriquece-se não somente quantitativa, mas também qualitativamente a lista de teólogos que mereceram o Prêmio Ratzinger.

Dom Giuseppe A. Scotti, por sua vez, indicou que Bydgoszcz, Rio de Janeiro, Roma, Medellín, Madri – apenas para citar os grandes Congressos da Fundação – são muitas etapas de um caminho que implicou da Europa até a África e a América Latina, não apenas as mais de 500 universidades e mais de 10 mil pessoas entre estudantes e professores, mas foram também encontros que permitiram um “debate vivo e entusiasmado para construir o futuro”.

Retomando as palavras do Santo Padre em Florença na semana passada, quando disse que “a melhor forma de dialogar não é falar e discutir, mas fazer algo juntos, construir juntos, fazer projetos: não sozinhos, entre católicos, mas junto com todos aqueles que têm boa vontade”, Scotti disse que “nós estamos tentando fazer isto e o Prêmio Ratzinger quer ser um pequeno-grande reconhecimento a homens e mulheres que tomaram este caminho”.

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