Salvadorenhos rememoram os seis sacerdotes assassinados por militares

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Por: Jonas | 17 Novembro 2015

Os atos memorativos tiveram início com uma procissão de velas acesas que, com cânticos, percorreu ruas próximas à Universidade Centro-Americana José Simeón Cañas (UCA, oeste de San Salvador), onde em 1989 os sacerdotes foram assassinados.

A reportagem é publicada por La Prensa, 15-11-2015. A tradução é do Cepat.

 
Fonte: http://goo.gl/EpuIkO  

“Sua vida e sua morte nos impactaram. Queremos continuar seu exemplo”, exclamou o reitor da UCA, o sacerdote Andreu Oliva, que presidiu a missa comemorativa no campus universitário.

As injustiças denunciadas pelos assassinados, segundo Oliva, continuam presentes em El Salvador, em uma situação de “desigualdade, de grande precariedade para uma parte importante da população”, já que apenas 40% têm emprego e destes apenas a metade são considerados “empregos decentes”.

A respeito do mortífero ataque executado por um grupo terrorista em Paris, Oliva pronunciou: “condenamos o atentado terrorista em Paris e nos solidarizamos com as vítimas e suas famílias”.

“Diante destes fatos de violência demente e horrível, não nos deixemos aterrorizar, resistamos com decisão à tentação do medo e à tentação de pensar em destruir aquele que comete o mal”, afirmou Oliva.

Na madrugada do dia 16 de novembro de 1989, em meio a uma ofensiva guerrilheira em San Salvador, efetivos do agora proscrito batalhão Atlacatl assassinaram, no campus da UCA, o sacerdote espanhol-salvadorenho Ignacio Ellacuría, reitor dessa casa de estudos e proeminente defensor da Teologia da Libertação.

Também foram assassinados os sacerdotes espanhóis Ignacio Martín Baró (vice-reitor), Segundo Montes, Amando López e Juan Ramón Moreno, o padre salvadorenho Joaquín López, a empregada doméstica Elba Ramos e sua filha Celina.

No dia 27 de setembro de 1991, um júri declarou o diretor da Escola Militar de San Salvador, o coronel Guillermo Benavides, e o tenente Yusshy René Mendoza culpados pelo crime.

O mesmo júri exonerou de responsabilidades – apesar de ter participado no crime, segundo as investigações – dois tenentes, dois sargentos, um cabo e dois soldados. Tanto Benavides como Mendoza foram libertados, amparados por uma lei de anistia decretada em 1993, após o fim da guerra civil.