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13 Novembro 2015

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus segundo Marcos 13,24-32 que corresponde ao 33° Domingo do Tempo Comum, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

Eis o texto

 
http://www.periodistadigital.com/religion/

Pouco a pouco iam morrendo os discípulos que tinham conhecido Jesus. Os que ficavam acreditavam Nele sem o ter visto. Celebravam a sua presença invisível nas eucaristias, mas quando veriam Seu rosto cheio de vida? Quando se cumpriria o seu desejo de encontrar-se com Ele para sempre?

Continuavam a recordar com amor e com fé as palavras de Jesus. Eram seu alimento naqueles tempos difíceis de perseguição. Mas, quando poderiam comprovar a verdade que encerravam? Não iriam esquecendo-se pouco a pouco? Passavam os anos e não chegava o Dia Final tão esperado, que podiam pensar?

O discurso apocalíptico que encontramos em Marcos quer oferecer algumas convicções que hão de alimentar sua esperança. Não devemos entendê-lo em sentido literal, mas procurando descobrir a fé contida nessas imagens e símbolos que hoje nos resulta tão estranha.

Primeira convicção: A história apaixonante da Humanidade chegará um dia ao seu fim
O «sol» que assinala a sucessão dos anos apagar-se-á. A «lua» que marca o ritmo dos meses já não brilhará. Não haverá dias e noites, não haverá tempo. Também, «as estrelas cairão do céu», a distância entre o céu e a terra se apagará, já não haverá espaço. Esta vida não é para sempre. Um dia chegará a Vida definitiva, sem espaço nem tempo. Viveremos no Mistério de Deus.

Segunda convicção: Jesus voltará e seus seguidores poderão ver por fim seu desejado rosto: «verão vir o Filho do Homem»
O sol, a lua e os astros apagar-se-ão, mas o mundo não ficará sem luz. Será Jesus quem iluminará para sempre pondo verdade, justiça e paz na história humana tão escrava hoje de abusos, injustiças e mentiras.

Terceira convicção: Jesus irá trazer consigo a salvação de Deus
Vem com o poder grande e salvador do Pai. Não se apresenta com aspecto ameaçador. O evangelista evita falar aqui de juízos e condenações. Jesus vem a «reunir seus escolhidos», os que esperam com fé a sua salvação.

Quarta convicção: As palavras de Jesus «não passarão»
Não perderão a sua força salvadora. Seguirão alimentando a esperança dos seus seguidores e o alento dos pobres. Não caminhamos em direção ao nada e ao vazio. Espera-nos o abraço com Deus.

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