Francisco surpreendeu os maiores líderes judeus do mundo com uma piada

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Por: André | 30 Outubro 2015

Antes de protagonizar, nesta quarta-feira, uma Audiência Geral inter-religiosa por ocasião do 50º aniversário da Nostra Aetate, a Declaração do Concílio Vaticano II que, no dia 28 de outubro de 1965, impôs uma mudança na relação da Igreja católica com as religiões não cristãs, o Papa recebeu, na residência de Santa Marta, os seis principais líderes judeus do mundo.

 

Da esquerda para a direita: David de Rotchild, Ronald Lauder, Papa Francisco,
Chelly Safra, Jack Terpins e Robert Singer. Fonte: http://bit.ly/1NbE2E4

 

A reportagem é de Elisabetta Piqué e publicada por La Nación, 28-10-2015. A tradução é de André Langer.

Entre eles estava o argentino Claudio Epelman, diretor-executivo do Congresso Judaico Latino-Americano e velho amigo de Jorge Bergoglio, que revelou ao La Nación que durante a audiência privada “muito ao estilo Francisco”, o Papa contou uma piada mais que emblemática.

“Na verdade ele já a contou há dois anos, quando nos recebeu por ocasião do Ano Novo Judaico”, contou Epelman. “E dessa vez disse: ‘vou fazer como os rabinos que têm o costume de contar contos’ e contou a história de um padre anti-semita que não deixava passar uma oportunidade para atacar os judeus. Um dia, durante o sermão, este padre encontrou um pretexto e começou a atacar os judeus, como sempre, de forma virulenta. Em um intervalo, Jesus desce da cruz, olha para a Virgem e lhe diz: ‘mãe’, vamos embora daqui. Parece que não gostam de nós por aqui’”, acrescentou.

Relação com os judeus

“É incrível que o Papa conte uma piada dessas e fale claramente sobre a ótima relação que tem com os judeus. Ao seu estilo, sendo arcebispo de Buenos Aires, relacionava-se de forma direta com os líderes da comunidade judaica argentina, coisa que permitiu que depois cada um se sentisse ‘o melhor amigo do Papa’”, destacou.

Epelman destacou que na primeira vez que o Papa contou a piada, em castelhano depois traduzido para o inglês, um dos seus interlocutores não a entendeu, algo que também foi lembrado hoje, provocando uma “dupla gargalhada” entre os presentes.

Além de Epelman, participaram do encontro com o Papa David de Rothschild, presidente da Junta Diretora do Congresso Judaico Mundial (CJM); Ronald Lauder, presidente do CJM; Chella Safra, tesoureira, Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, e Robert Singer, CEO do CJM. “Nós agradecemos a ele por esta importante cerimônia pelo 50º aniversário da Nostra Aetate que houve na sequência, e reconhecemos o esforço que faz para melhorar as relações dos católicos com os judeus, que hoje estão em seu melhor momento desses 2000 anos”, disse Epelman.

Hoje, de fato, a Audiência Geral das quartas-feiras foi inter-religiosa, algo inédito. Entre os milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro havia representantes de várias outras religiões não cristãs, entre os quais se encontravam muçulmanos e 150 dirigentes judeus de 60 países. Não por acaso, a Audiência Geral não terminou, como de costume, com a oração do Pai-Nosso, mas com uma oração em silêncio.

“Ao terminar a audiência, o Papa convidou todos, cada um segundo a sua própria tradição, a rezar em silêncio. Pedimos ao Senhor que nos torne mais irmãos entre nós e mais servidores de nossos irmãos mais necessitados”, disse o Papa. Depois de um momento de silêncio, concluiu: “Que Deus abençoe a todos”.

“Isto teve um extraordinário significado”, concluiu Epelman, sem ocultar o seu entusiasmo.

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