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23 Outubro 2015

Sob um calor sufocante, milhares de operários terminam a construção da gigantesca usina hidrelétrica de Reventazón, que se ergue em meio à selva no leste da Costa Rica. Sua barragem de 130 metros de altura e seu reservatório de 188 milhões de m3 de água poderão permitir que o país produza, em 2016, 100% de sua eletricidade a partir de energias renováveis.

A reportagem foi publicada por UOL, 23-10-2015.

É uma das principais obras do istmo centro-americano depois da ampliação do canal do Panamá e da construção do canal da Nicarágua. Instalada à beira do rio Reventazón, a uma centena de quilômetros da capital, San José, a usina alimentará 525 mil casas, e deverá entrar em funcionamento em março de 2016, reforçando um mix energético que já se mostrou eficaz.

De janeiro a outubro, 98,7% da eletricidade foi produzida a partir de energias renováveis. Somente 1,3% provinha de energias fósseis, contra 10,4% em 2014.

Esse sucesso se explica por uma série de políticas voluntaristas, lançadas em 1949. Nesse ano, o presidente José Figueres Ferrer (1948-1949, 1953-1958, 1970-1974) criou o Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE), nacionalizando a produção e a distribuição da eletricidade.

Desde então, o ICE continua à frente de quase um monopólio, que coloca grande ênfase na energia hidráulica, principal fonte de eletricidade em uma zona tropical bastante chuvosa.

Mas o aquecimento global e a crescente irregularidade das chuvas estão obrigando o ICE a diversificar sua produção. Parques eólicos, públicos e privados, hoje fornecem 10,3% das necessidades elétricas da Costa Rica, ao lado das energias de biomassa (0,85%) e solar (0,01%), mais minoritárias. Como o sol e o vento variam, o ICE também privilegia a energia terrestre, que é mais estável.

Com uma centena de vulcões, sendo cinco em atividade, a geotermia já representa 12,9% da produção elétrica. Até 2019, uma sétima usina está prevista para os flancos do vulcão Rincón de la Vieja, no noroeste do país, mas essas demoradas e caras obras limitam o potencial geotérmico do país (850 megawatts).

Oposição das comunidades indígenas

Para evitar ter de recorrer aos combustíveis fósseis, o ICE está apostando na construção de uma nova usina hidrelétrica no sul do país. Batizada de "El Diquís", ela deverá dispor de uma potência de 650 MW até 2025, ou seja, o dobro da Reventazón.

Mas o projeto tem enfrentado a oposição de comunidades indígenas locais, que deverão ser consultadas antes do início da obra. Em caso de recusa, a importação de gás natural pode acabar sendo necessária para atender às demandas crescentes de um país onde os parques nacionais e as zonas protegidas recobrem 25% do território.

O difícil equilíbrio entre desenvolvimento econômico e respeito ao meio ambiente ameaça uma outra meta anunciada pelo governo e reafirmada para a conferência mundial sobre o clima, a COP21, que será realizada em Paris em dezembro: tornar-se a primeira nação neutra em carbono já a partir de 2021.

A eletricidade só representa um quarto da produção energética desse país de 5 milhões de habitantes, sendo que o resto provém de combustíveis fósseis, cujos principais consumidores são os transportes.

Os engarrafamentos na zona metropolitana de San José, que concentra mais da metade da população, são proporcionais aos desafios que a Costa Rica enfrentará para honrar suas promessas ambientais.

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