No Sínodo, arcebispo canadense defende a ordenação de diaconisas na Igreja Católica

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09 Outubro 2015

O arcebispo canadense Paul-Andre Durocher, de Gatineau, Quebec, disse que o Sínodo deveria refletir sobre a possibilidade de permitir diaconisas, diáconos do sexo feminino, já que o encontro busca formas de abrir mais oportunidades para as mulheres na vida da Igreja.

A reportagem é de Carol Glatz, publicada no sítio Catholic News Service, 08-10-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Sempre que possível, mulheres qualificadas deveriam receber posições mais altas e de tomada de decisão de autoridade dentro das estruturas da Igreja e novas oportunidades no ministério, disse o prelado ao Catholic News Service nessa terça-feira.

Discutindo uma série de propostas que ele ofereceu aos Padres sinodais, ele disse: "Eu acho que devemos realmente começar a olhar seriamente para a possibilidade de ordenar mulheres diaconisas, porque o diaconato, na tradição da Igreja, tem sido definido não como algo direcionado ao sacerdócio, mas ao ministério".

Atualmente, a Igreja Católica permite apenas que homens sejam ordenados diáconos. Os diáconos podem pregar e presidir batismos, funerais e casamentos, mas não podem celebrar missa ou ouvir confissões.

Falando aos participantes do Sínodo dos bispos sobre a família, no dia 6 de outubro, Durocher disse que dedicou o seu discurso de três minutos ao papel da mulher na Igreja – um dos muitos temas em destaque no documento de trabalho do Sínodo.

O documento de trabalho, que está guiando as três primeiras semanas de discussões do Sínodo, propõe dar às mulheres uma maior responsabilidade na Igreja, sobretudo através do seu envolvimento "nos processos decisórios, a sua participação, não só formal, no governo de algumas instituições; o seu compromisso na formação dos ministros ordenados".

Durocher, que recentemente terminou o seu mandato como presidente da Conferência dos Bispos do Canadá, disse ao CNS que grande parte da sua breve fala se centrou no persistente problema da violência contra as mulheres, incluindo a violência doméstica. Ele disse que a Organização Mundial da Saúde estima que 30% das mulheres do mundo sofrem violência do seu parceiro.

Ele lembrou aos Padres sinodais que, na exortação apostólica Familiaris consortio, de 1981, São João Paulo II basicamente disse para a Igreja que "devemos fazer um esforço concertado e claro para assegurar que não haja mais degradação das mulheres no nosso mundo, particularmente no casamento. E eu disse: 'Bem, aqui estamos nós, 30 anos depois, e ainda estamos enfrentando esse tipo de estatísticas'".

Ele disse que recomendou uma coisa que eles poderiam fazer para resolver esse problema. "Como Sínodo, afirmar claramente que não se pode justificar a dominação dos homens sobre as mulheres – e certamente nem a violência – através da interpretação bíblica", particularmente interpretações incorretas do chamado de São Paulo a que as mulheres sejam submissas aos seus maridos.

Na sua apresentação, o arcebispo também observou que o Papa Bento XVI falou sobre a questão dos novos ministérios para as mulheres na Igreja. "É uma questão justa a ser feita. Não deveríamos abrir novos espaços para o ministério das mulheres na Igreja?", perguntou.

Além da possibilidade de permitir a existência de diaconisas, ele disse que também propôs que as mulheres sejam contratadas para os "cargos de tomada de decisão", que poderiam ser abertos para as mulheres na Cúria Romana, nas chancelarias diocesanas e nas iniciativas e eventos de grande escala da Igreja.

Outra coisa, segundo ele, "seria olhar para a possibilidade de permitir que os casais – homens e mulheres, que tenham sido devidamente treinados e acompanhados – falem durante as homilias dominicais, para que possam testemunhar e dar testemunho da relação entre a Palavra de Deus e a sua própria vida de casamento, e a sua própria vida como famílias".

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